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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Estudantes da Serra confirmam presença em manifestação contra cortes de Bolsonaro

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O Presidente Jair Bolsonaro reafirmou que os cortes serão mantidos.

Contra a decisão do Governo Bolsonaro de cortar 30% da Educação, estudantes de todo o Brasil estão prometendo uma grande “greve geral” para esta quarta-feira (15). A movimentação contará com apoio de diversas uniões estudantis, sindicatos e associações que defendem a área educacional. No Espírito Santo, haverá dois pontos de encontro dos manifestantes e estudantes.

A primeira convocação para a greve geral foi feita pela União Nacional dos Estudantes (UNE) que afirmou que o atual governo “quer destruir as universidades” e com isso convocou todos os estudantes brasileiros para se mobilizarem contra o corte do Ministério da Educação que irá atingir as universidades e institutos federais.

Na Serra, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes-Serra) é uma das responsáveis por movimentar os alunos para a greve aqui no ES. O ponto de encontro será na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). A manifestação deve ocorrer às 16h. Logo após o encontro, os manifestantes devem seguir rumo ao Palácio Anchieta. Harley Brito é um dos organizadores do ato. “Nós do Umes estamos ajudando a construir esse movimento, mobilizando os estudantes da Serra para participarem do ato unificado”, afirma.

Gabriel Perdigão Walcher também participará das manifestações ao longo do dia de hoje. Ele comentou sobre os cortes do Governo Federal e criticou as medidas. “Enquanto estudante, vejo estas medidas totalmente incabíveis e rodeadas de mentiras, pois dizem que há um “gasto” enorme com educação, sendo que enquanto estudante, e cidadão ativo nas pautas sociais vejo a educação como investimento necessário, direito nosso e dever do estado. Após anunciar o corte de mais de 30% das universidades públicas alegando priorizar o ensino básico, o governo tira R$ 2,4 bilhões da educação de base. Sendo no mínimo contraditório em seu discurso”, disse.

Ifes da Serra é afetado por cortes e pode fechar as portas

Um das instituições afetadas com a decisão do Governo Bolsonaro, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) de Manguinhos, só terá verba para funcionar até setembro deste ano. A estimativa da administração do Campus serrano diz que após essa data, o instituto poderá fechar as portas já que não terá como pagar contratos de serviços essenciais para o funcionamento da unidade como segurança, limpeza, água, luz, entre outros gastos.

“A gente já estava trabalhando no mínimo. Quando vem um corte desse de 30% vamos ter que tirar mais ainda para se adequar. Um exemplo é um aumento na conta de energia ou na conta de água que pode acontecer. Nós temos uma estimativa. Chego até setembro e depois eu não tenho da onde tirar mais (dinheiro)”, alerta o diretor de administração e planejamento do Ifes de Manguinhos, Emerson Atílio o Campus Serra.

Entenda os cortes do Governo Bolsonaro

Toda a polêmica dos cortes do Governo Bolsonaro começou quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que iria cortar 30% das universidades federais que estariam, segundo ele, provendo “balbúrdia”. “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse o ministro

Na ocasião, o ministro acusou de promover “balbúrdia” a UnB (Universidade de Brasília), UFBA (Universidade Federal da Bahia) e UFF (Universidade Federal Fluminense) e os cortes seriam apenas nessas instituições.

Após a polêmica gerada e acusações de perseguição contra as instituições, o Ministério da Educação disse que não realizaria o corte apenas nas universidades que “promoveriam balbúrdia”, mas que o contingenciamento seria em todos os institutos federais e universidades.

 

 

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