Empreiteira da Cesan faz descarte clandestino em bairro

Compartilhe:
Momento em que funcionários descartam o material. No detalhe, a logo da empreiteira e da Cesan. Foto: Divulgação leitor/Asafe Magnago

 

Momento em que funcionários descartam o material. No detalhe, a logo da empreiteira e da Cesan. Foto: Divulgação leitor/Asafe Magnago

A Serra sofre constantemente com o descarte irregular de lixo. E na tarde da última quinta-feira (27), funcionários de uma empresa prestadora de serviço da Cesan, a Allsan Engenharia e Administração, foram flagrados jogando vários sacos de entulhos no local.

O flagra foi feito no bairro São Diogo, na rua Carapebus, num local que é considerado um ponto viciado de lixo. A denúncia é do ativista ambiental Asafe Magnago. “Há tempos observo empresas descartando lixo naquela região. Mas só agora consegui passar na hora que estavam fazendo. Infelizmente quem mora na região tem que conviver com esse problema crônico”, desabafa.

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

O gerente da Allsan, João Paulo Ucceli Simões, disse que a empresa considera a atitude inaceitável. “Não é uma prática adotada pela Allsan e os funcionários serão punidos. Sempre orientamos a descartar tudo na empresa, para darmos destino correto aos rejeitos. Segundo os funcionários não houve descarte, mas vamos enviar uma equipe para verificar a situação”, prometeu.

Já a Cesan, por meio de nota da sua assessoria de imprensa, disse que irá apurar a situação.

Por sua vez, a Prefeitura da Serra disse, também pela assessoria de comunicação, que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) vai aplicar auto de infração contra a empresa responsável pelo descarte irregular. A Semma informa também que os moradores podem denunciar o descarte irregular de entulhos e outros resíduos por meio do WhatsApp (99976-2595), encaminhando fotos e vídeos de flagrantes de irregularidades. O anonimato será garantido.

A punição para quem é pego em flagrante descartando entulhos em lugares irregulares varia de R$ 50 a R$ 30 mil. Em março a Prefeitura divulgou que gasta R$ 5 milhões por ano para limpar os mais de 400 lixões clandestinos espalhados pela cidade. 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

Leia também