O centro de distribuição da DHL na Serra vai fazer parte da maior operação de fim de ano já montada pela empresa no Brasil. Entre a Black Friday e o Natal, a DHL Supply Chain projeta movimentar mais de 37 milhões de itens vendidos pela internet no país, volume 19% maior que o de um mês comum. Para dar conta, a companhia prevê reforçar as equipes com cerca de 2,6 mil trabalhadores temporários.
A unidade capixaba integra a DHL Fulfillment Network (DFN), rede de cinco centros que a empresa mantém para atender lojas virtuais. Os outros ficam em Cajamar e Jandira (SP), Brasília (DF) e Extrema (MG). Juntos, somam mais de 35 mil m², área 67% maior que a registrada em 2025.
O que a DHL faz na Serra
A DHL é uma multinacional de logística com um amplo portfólio de serviços, incluindo soluções voltadas ao e-commerce. A empresa pertence ao grupo alemão DHL Group, antigo Deutsche Post DHL, um dos líderes globais em logística e serviços postais. Na Serra, está instalada no TIMS (Terminal Industrial Multimodal da Serra) e atua principalmente nos segmentos de comércio eletrônico e indústria automotiva.
O galpão funciona, na prática, como o estoque terceirizado de marcas que vendem on-line. A DHL guarda os produtos, separa cada pedido, embala, despacha e cuida da entrega para todo o país. Dessa forma, a marca cresce sem precisar construir estrutura própria e paga conforme o volume que movimenta.
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Em março, a empresa informou que o hub da Serra, ao lado do de Barueri (SP), atende o Grupo Skelt Beauty Brands, do setor de beleza. A operação cobre tanto a venda direta ao consumidor quanto o abastecimento de lojistas.
Por que o fim de ano pesa mais
O desafio não está só no volume. O tipo de pedido também muda. Nas operações que misturam vendas para empresas e para pessoas físicas, o consumidor final responde, em média, por 15% do movimento num mês comum. Já na Black Friday e no Natal, essa fatia chega a 28%.
Isso significa mais caixinhas individuais, mais endereços diferentes e mais trabalho de separação item por item. Por isso, a DHL aposta em duas frentes: gente e tecnologia. As contratações temporárias devem crescer 38% em relação a um mês normal.
Além do reforço humano, os centros de e-commerce da empresa recebem robôs que acompanham os operadores na separação dos produtos, o que reduz as caminhadas dentro do galpão. Outra novidade é a leitura óptica de etiquetas: câmeras captam o CEP, o número do pedido e a transportadora de cada pacote e mandam a encomenda direto para a rota certa, sem digitação manual.
Segundo Solon Barrios, vice-presidente de Retail e E-commerce da DHL Supply Chain, o planejamento serve para “antecipar gargalos e direcionar os recursos para as etapas que exigem maior capacidade”.
DHL na Serra e a logística na Grande Vitória
A empresa não detalhou quantas das 2,6 mil vagas temporárias ficarão na unidade da Serra. Ainda assim, a presença da DHL na região metropolitana vai além do galpão serrano. Desde setembro, a companhia também opera o primeiro centro de distribuição da Amazon no Espírito Santo, em Cariacica, que pode reunir mais de 500 trabalhadores diretos e indiretos nos períodos de pico.
Para o consumidor, o recado é simples: a corrida das entregas de fim de ano já começou, e uma parte dela sai da Serra.