Deputados fazem mistério sobre apoio à de reeleição de Theodorico Ferraço

Segundo bastidores da Assembleia, aqueles que assinaram para a tramitação do projeto evitam comentar o assunto publicamente
Compartilhe:
O deputado Bruno Lamas (PSB) é um dos que assinaram em apoio à PEC. Foto: Arquivo TN - Conceição Nascimento
O deputado Bruno Lamas (PSB) é um dos que assinaram em apoio à PEC. Foto: Arquivo TN – Conceição Nascimento

A Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC), 4/2016, que permite a reeleição de presidente da Assembleia Legislativa na mesma legislatura, recebeu o apoio e assinatura de 12 deputados estaduais para tramitar na Casa. A matéria já foi lida na sessão desta segunda-feira (13) e necessitava da assinatura de um terço dos deputados, ou seja: 10 parlamentares.

Informações de bastidores da Assembleia dão conta de que os que assinaram evitaram a divulgação deste apoio. “Ninguém quer aparecer e por isso não aparecem os nomes na PEC, apenas as assinaturas, muitas delas, indecifráveis”, disse uma fonte ao Tempo Novo.

Receba as notícias mais importantes do dia no grupo de WhatsApp do Tempo Novo

Apesar do mistério, a reportagem teve acesso aos nomes dos deputados que apoiaram a PEC e, consequentemente, a reeleição do atual presidente, Theodorico Ferraço (DEM). São eles: Luiz Durão (PDT), autor da PEC; Cacau Lorenzoni (PP); Edson Magalhães (PSD); Marcos Mansur (PSDB); Bruno Lamas e Freitas (ambos PSB); Sandro Locutor (Pros); Dr. Hercules (PMDB); Hudson Leal (PTN); Enivaldo dos Anjos (PSD); Padre Honório (PT) e Janete de Sá (PMN).  A PEC altera o parágrafo 5°, do artigo 58 da Constituição Estadual, onde está determinado o período de dois anos para o mandato da Mesa Diretora, sendo proibida a recondução ao mesmo cargo na eleição subsequente.

Caso seja acatada em plenário, a mudança permitirá a reeleição do atual presidente da Casa, na função desde 2012. A PEC, que não trata dos outros cargos da Mesa, já contava com 13 assinaturas nesta segunda-feira (13), quando o número mínimo exigido é 10

Em 2012, Ferraço assumiu a Presidência da Casa em “mandato tampão”, após a saída de Rodrigo Chamoun, que assumiu uma vaga no Tribunal de Contas. O democrata era vice-presidente. Foi reeleito em 2013, após a aprovação de uma emenda, em caráter excepcional, já que não fora originalmente eleito. Dois anos depois, o plenário aprovou outra emenda, que permitia a recondução dos membros da Mesa Diretora aos mesmos cargos.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Leia também