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Serra, 5 de julho de 2019 às 11:50

Crise política esfria e “trégua” facilita vida de Audifax na Câmara 

Por Maria Nascimento
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Audifax aposta em uma relação republicana com a Câmara no segundo semestre. Foto: Gabriel Almeida

A crise política na Serra dá sinais de esfriamento. Líderes da oposição relataram que está sendo estabelecida uma linha de comunicação entre o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o presidente da Câmara, Rodrigo Caldeira (Rede). Inclusive, isso já está sendo observado na pauta do Legislativo, que, durante a semana, votou projetos do Executivo. O vereador Aílton Rodrigues, porta-voz e líder informal do grupo oposicionista, afirmou que uma “trégua” teria sido proposta.

Nas sessões da última segunda (01) e quarta (03), a Câmara aprovou quatro projetos de lei de Audifax. Fato raro durante os últimos meses, os quais foram marcados por muita tensão política e graves acusações de ambas as partes.

O vereador Ailton confirma um “entendimento” institucional. “A base do prefeito continua a mesma. A oposição só topou conversar. Meu posicionamento continua sendo o de independente, disposto a conversar, a dialogar e a colaborar para a aprovação de bons projetos para a cidade. Em minha conversa com o prefeito, tivemos um entendimento institucional”, disse Ailton, referindo-se a uma reunião ocorrida recentementeentre ele e Audifax.

Sobre as frentes de confronto, tais como as comissões processantes (que no limite poderia até cassar o prefeito) e as contas advindas do Tribunal de Contas do ES (que poderia deixar Audifax inelegível), disse que houve uma trégua. “As coisas vão andar normalmente. As contas do prefeito, no momento certo, vão ser votadas. Esse recuo não é uma vitória para o prefeito, mas para a cidade. É uma trégua”, disse o vereador.

O primeiro secretário da Mesa Diretora, Roberto Catirica (PHS) – responsável por pautar os projetos -, seguiu a mesma linha de Aílton. No entanto, ele cobra mais “respeito” com os vereadores.

“A relação com o prefeito ficou ruim e precisa melhorar; a cidade confia no Legislativo e no Executivo, e entendemos que os dois juntos podem produzir bem para o município. Aquilo que é ruim para a Serra nós temos que recuar; se está ficando ruim essa relação desgastada, está ruim para todo mundo. Espero do prefeito respeito a cada vereador, sobretudo a base de cada vereador. Eu e a Câmara enxergamos que precisamos recuar nos ataques, olhar para a cidade, porque se não está bom para o município, é ruim para todos”, justificou.

Por meio de sua assessoria, Audifax disse que acredita numa relação republicana.“Temos expectativa de manter uma relação republicana com a Câmara em prol do desenvolvimento da Serra. Respeitamos a independência dos poderes e nosso foco é defender projetos de interesse coletivo, que beneficiem a população”, ressaltou prefeito. Já Caldeira não foi encontrado até o fechamento da edição.

Entenda

O auge da crise institucional entre Audifax e o Legislativo municipal foi no dia 5 de abril, quando o prefeito convocou a imprensa e afirmou que a Câmara está “sob controle do crime organizado” com o objetivo de derrubá-lo do cargo. As acusações foram rebatidas pelo presidente Rodrigo Caldeira. De lá para cá, a Casa de Leis passou a não pautar projetos do Executivo, a derrubar vetos e abrir frentes de investigação.




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