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Covid-19 | Estado testa profissionais que tiveram contato com pacientes de Manaus

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Ao todo, 36 pacientes foram transferidos de Manaus para o Jayme Santos, na Serra, nos últimos dias 21 e 22 deste mês. Foto: Divulgação

Os trabalhadores envolvidos na transferência e no acolhimento dos pacientes com Covid-19 que vieram de Manaus para serem tratados no Hospital Jayme Santos Neves, em Morada de Laranjeiras, na Serra, passarão por rastreamento laboratorial para detecção da SARS-CoV-2.O Jayme é referência no tratamento da doença no Espírito Santo.

Dos 36 amazonenses internados, 17 estão em isolamento de UTI e 19 em isolamento de enfermaria. Destes, oito têm potencial para alta até o final desta semana. No entanto, mesmo com a melhora clínica, a transferência dos pacientes de volta para Manaus está condicionada ao critério de testagem de RT-PCR negativo.

Com o objetivo de monitorar, diagnosticar e bloquear os possíveis casos, os profissionais da remoção, apoio e assistência, diretamente envolvidos na operação estão sendo testados por meio de exame de RT-PCR, desde o último sábado (23), antes do 3º dia de contato com os pacientes. Os doentes de Manaus chegaram ao ES, na última quinta (21) e sexta (22).

Para os casos que apresentarem resultados positivos ou inconclusivos, o isolamento imediato é adotado e todos seus contatos sociais e intradomiciliares testados. Além das equipes que participaram diretamente no acolhimento, todos os trabalhadores contactantes dos pacientes passarão a ser testados.

Testagem é uma medida a mais para a vigilância adequada do processo.

O médico infectologista que coordenou a transferência dos amazonenses para o Estado, Mayke Armani, garante que a testagem é uma medida a mais para a vigilância adequada do processo. “Medidas como esta são reconhecidas internacionalmente como protocolo adequado e efetivo de rastreio. Além de manter o cuidado com os pacientes que nos dispomos a receber, de forma solidária como o SUS se apresenta, também queremos incrementar a biossegurança dos trabalhadores que estão na linha de frente do atendimento”, disse.

De acordo com Armani, os resultados positivos detectados em um período inferior a 48h do contato com os pacientes do Amazonas, possivelmente se tratam de infecções anteriores à chegada dos pacientes ao Estado, com características de casos assintomáticos. “Por isso, vamos monitorar de forma sistemática esses trabalhadores com testagem de 48/96 horas, independentemente da apresentação de sintomas, para garantir isolamento oportuno. Tal medida se aplica a todos os trabalhadores que tiverem contato com estes pacientes”, afirmou o médico.

Rastreamento por testagem

De sábado (23) a segunda-feira (25) cerca de 400 amostras foram coletadas nas equipes de primeiro contato e assistencial do Jayme Santos. Os exames estão sendo processados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) e mais de 1.600 testagens serão realizadas durante o rastreamento.

“O diagnóstico precoce e preciso realizado pelo Lacen permite, além da identificação de amostras positivas, o envio de material para sequenciamento e identificação de vírus circulantes na Fiocruz. Esse trabalho garante um monitoramento efetivo não só dos trabalhadores da saúde, mas de toda a população”, garantiu o coordenador do Lacen, Rodrigo Ribeiro Rodrigues.

Perfil dos pacientes internados

As impressões iniciais, ainda não conclusivas, indicam que o perfil dos pacientes do Amazonas não difere consideravelmente dos já tratados no Hospital Dr. Jayme. A médica infectologista, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Dr. Jayme, Daniela Feitosa, explica que a percepção, até o momento, é de que os pacientes não apresentam gravidade diferenciada.

“Estamos analisando o quadro clínico destes pacientes em comparação com o atendimento habitual que prestamos no hospital. Ainda é cedo para analisarmos a evolução clínica, porque são poucos dias de internação, mas, até o momento, a percepção é de que a doença pouco difere”, explicou Daniela Feitosa.

Dos 36 amazonenses internados, 17 estão em isolamento de UTI e 19 em isolamento de enfermaria. Destes, oito têm potencial para alta até o final desta semana. No entanto, mesmo com a melhora clínica, a transferência dos pacientes de volta para Manaus está condicionada ao critério de testagem de RT-PCR negativo.

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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