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Médico faltou? Nova empresa contratada pela Prefeitura da Serra terá 1 hora para colocar outro no lugar

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Fachada da UBS do bairro Feu Rosa, unidade incluída na contratação de médicos na Serra
UBS do bairro Feu Rosa, na Serra, está entre as 51 unidades previstas no contrato de médicos da Prefeitura.
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A Prefeitura da Serra homologou na segunda-feira (21) a contratação de uma empresa para fornecer médicos às unidades de saúde do município. Segundo o Diário Oficial de terça-feira (22), a Sim Saúde Serviços, de Imbaú, no Paraná, venceu o Pregão Eletrônico 80/2026. A proposta é de R$ 6,09 milhões, 44% abaixo do valor de referência de R$ 10,93 milhões.

Como funciona a contratação de médicos na Serra

Na prática, a Prefeitura não contrata os médicos diretamente. Ela paga a uma empresa, que mantém os profissionais e cuida da escala. Todos precisam ter registro no CRM.

A Secretaria de Saúde define onde cada médico atua e em que horário. Além disso, a empresa responde pela cobertura das escalas. Se um profissional faltar, a reposição deve ocorrer em até uma hora, sob pena de glosa e sanções, conforme o estudo técnico do processo.

O serviço abrange 51 unidades, entre UBSs, URSs, CAPS e o CTA. Na prática a Prefeitura compra horas trabalhadas e não necessariamente um número específico de profissionais. Ao todo, são 74.688 horas por ano: 52.800 de clínico geral para adultos, 15.840 de clínico geral e pediatra, e 6.048 de clínico geral e ginecologista-obstetra. A Prefeitura paga apenas pelas horas efetivamente trabalhadas e atestadas pela fiscalização.

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Hora de médico ficou até 46% abaixo do previsto

Na disputa, o preço da hora do clínico geral caiu de R$ 139,53 para R$ 75. Já a hora do pediatra ficou em R$ 97,18, contra R$ 163,75 de referência. Para o ginecologista-obstetra, o valor foi de R$ 97,16, ante R$ 160,60 previstos. No total, a economia chega a R$ 4,85 milhões em relação à estimativa da Prefeitura.

Por que a Prefeitura optou por contratar empresa

O estudo técnico diz que concurso e processos seletivos não bastaram para preencher as vagas. Entre 2021 e junho de 2025, a Secretaria de Saúde fez 15 seleções para médicos, e 57 contratados pediram rescisão antes do fim do contrato. Também houve 2.120 atestados médicos de profissionais da atenção primária no período. Entre os aprovados no concurso convocados em agosto de 2025, só 53% compareceram para escolher vaga.

O documento ainda alerta que a falta de médicos pode comprometer o repasse federal da Atenção Primária, que depende de equipes com profissional médico. A Prefeitura descreve a contratação como complementar, e não como substituição de servidores. Como a Sim Saúde tem sede no Paraná, o estudo prevê que ela providencie o registro no CRM do Espírito Santo depois de assinar o contrato.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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