Começa a faltar verdura, carne de boi, frango e porco em supermercados

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Segundo o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Falqueto, o setor já começa a ter falta de alguns produtos. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A greve dos caminhoneiros que está em seu oitavo dia de paralisação começa a dar sinais de falta de mercadoria nos supermercados. Segundo o presidente da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), João Falqueto, o setor já começa a ter falta de alguns produtos.

Frutas, verduras e folhas e agora a carne de boi já estão escassas, assim como frango e porco resfriados. “Os produtos que não são fabricados pelas lojas já estão em falta. Continua crítica a questão de frutas, verduras e folhas. A carne bovina começa a entrar num processo de escassez. A carne bovina mais de 90 % da venda é resfriada e já começou a dar sinais fortes de fadiga, hoje (28). Segundo informações, foram abatidos hoje (28) apenas 120 animais. O normal é cerca de 700 a 800. O que já estava desabastecido , hoje não conseguimos comprar”, conta.

João salienta ainda que quem quiser comprar carne de porco e de frango congelado os supermercados ainda tem. “As partes congeladas, como moela, coração, peito e o frango congelado tem ainda”, destaca.

Falqueto disse que mesmo que a greve acabe hoje (28) a tarde, até a mercadoria sair do produtor, e bater nos supermercados, vai dar um desfalque.

Arroz, feijão, macarrão, farinha, entre outros produtos, ainda tem estoque. “Está tranquilo principalmente aqui na Serra. A nível de Estado, já tem cidade passando necessidade. Nós aqui, na Serra, temos os centros de distribuição de grandes de lojas. Essas mercadorias estavam em estoque. Temos ainda um restinho de fôlego. Mas já houve um baque significativo nos estoques das lojas. Mas estamos otimistas que isso acabe logo. Porque estamos chegando no limite, pois os estoques estão sendo transformados em mercadoria de loja”.

João Falqueto, ainda disse que abomina a prática de aumento de valores por conta da escassez de produtos. “O setor abomina e estamos conversando para conservar o valor ao máximo. Se for para aumentar o preço, por exemplo, é melhor deixar faltar. Não queremos que a imagem do setor supermercadista fique ruim como a dos postos”.

A Rede Extrabom por meio de sua assessoria de imprensa informou que tem se empenhado para garantir o abastecimento de todas as lojas. Apenas as unidades do Norte do Estado enfrentam dificuldades pontuais de abastecimento. Esclarece, ainda, que a greve dos caminhoneiros e a situação dos depósitos da rede estão sendo monitoradas pela empresa.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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