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Com cidade repleta de lixo, apenas cinco caminhões estão realizando coleta em bairros

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Situação da Avenida Central de Laranjeiras. Foto: Ana Paula Bonelli

A greve dos coletores de lixo está deixando um rastro de sujeira nos bairros da Serra e também de outras cidades capixabas. A paralisação dos serviços foi anunciada no dia 12 de novembro pelo Sindirodoviários (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo) e segue até hoje (27).

Na manhã desta sexta-feira (27) cinco caminhões, que correspondem a 30% da frota da empresa e uma carreta da Corpus Engenharia, responsável pela coleta de lixo na Serra, saíram do pátio em Vila Nova de Colares para realizar os serviços. Os caminhões de coleta de lixo hospitalar também saíram da empresa.

Segundo a Corpus Engenharia, os caminhões irão fazer a limpeza da Avenida Minas Gerais, Todos os Santos, Abdo Saad, Condomínio Morada de Laranjeiras e Bairro Laranjeiras, todos em Jacaraípe. Também farão a rota de Ourimar, Manguinhos, Vila Nova de Colares e Feu Rosa, Central Carapina, Jardim Carapina, Planalto Serrano, Vista da Serra e Caçaroca, além dos hospitais que ficam no município.

A empresa disse ainda que esta quantidade de caminhões na rua não atende a liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) que determina a manutenção do serviço de coleta, de caráter essencial à sociedade. O TRT determinou a manutenção de 70% das atividades em toda base de abrangência do Sindirodoviários, sob pena de multa de R$ 50 mil reais por dia em caso de descumprimento.

A reportagem apurou que o Sindicato Estadual das Empresas de Limpeza Urbana do Espírito Santo (Selures) ofereceu uma proposta de 2.46% de reajuste – o que não foi aceito pelos funcionários da limpeza.

Com isso, o Sindirodoviários decidiu manter, no dia 13 de novembro, 30% da frota dos veículos para atendimento essencial aos moradores. Além dos caminhões de lixo, a Corpus possui outros veículos na frota: coleta de entulho, fiscalização, caminhões caçambas, entre outros maquinários.

Greve com motivações políticas

O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), foi até a sede da Corpus Engenharia e conversou com os trabalhadores que reivindicam aumento salarial. Depois da conversa, o chefe do Executivo se pronunciou pela primeira vez sobre o assunto. Ele afirmou que a reivindicação dos funcionários vem ocorrendo por conta de um ‘movimento político’, mas não citou nomes e nem apresentou provas para comprovar suas acusações.

No vídeo publicado em suas redes sociais, Audifax insinuou que a greve, que conforme já informado pelo TEMPO NOVO, ocorre em aproximadamente 28 cidades capixabas, incluindo a Serra, vem sendo organizada por adversários numa tentativa de prejudicar a candidatura de sua aposta para sucessão, Fábio Duarte (Rede). No entanto, o próprio prefeito afirma entender que a paralisação não é somente na Serra, mas em toda Grande Vitória e outros municípios.

“Esta greve não está prejudicando a mim ou prejudicando o meu candidato que eu apoio pra prefeito. Fico até triste porque eu percebo que existe sim um movimento político por trás disso. É muita coincidência. É subestimar minha inteligência e a sua inteligência. No primeiro turno tentaram fazer isso, exatamente isso, interessante que foi na semana da eleição e estão tentando fazer exatamente na semana da eleição”, afirmou Audifax.

O Sindirodoviários veio a público na noite de ontem (26) dizer que o movimento grevista que acontece entre os motoristas da limpeza urbana na Grande Vitória se dá exclusivamente por conta da incompreensível relutância das empresas do setor em negociar com a categoria.

Ressaltou ainda que mesmo com a pandemia, os trabalhadores da limpeza pública, com sacrifício e afinco, deram uma prova de amor a população deste estado e não paralisaram em nenhum  momento as suas atividades, mesmo com alto risco de contaminação.

Disse também que o que prejudica a população não é o constitucional direitos dos trabalhadores ao movimento paredista, e sim a intransigência e a intolerância dos empresários em não reconhecer a importância dessa classe trabalhadora. “Reiteramos que o movimento só aconteceu e ainda permanece por conta da absurda posição da classe patronal em não querer negociar com os trabalhadores”.

Confira a nota do Sindirodoviários na íntegra:

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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