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Ciclone bomba que pode arrasar o Sul vai causar efeitos no ES

O sistema não deve atingir diretamente o território capixaba, mas a Defesa Civil recomenda atenção para atividades realizadas no mar
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O ciclone bomba extratropical previsto para se formar no Atlântico Sul nesta quinta-feira (6) não deve atingir diretamente o Espírito Santo. Apesar disso, os efeitos associados ao fenômeno poderão aumentar a velocidade dos ventos no litoral capixaba até sábado (8).

Por esse motivo, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil mantém o monitoramento das condições meteorológicas. O órgão também orienta pescadores, navegantes, responsáveis por embarcações e trabalhadores do setor portuário.

De acordo com a previsão, as rajadas poderão variar entre 40 km/h e 54 km/h nas áreas próximas à costa do Espírito Santo. Já em regiões mais afastadas, dentro do mar, os ventos poderão ultrapassar os 60 km/h.

Ciclone não deve atingir diretamente o Espírito Santo

A Defesa Civil informou que o ciclone deve se formar perto do Uruguai e do extremo sul do Brasil. Em seguida, o sistema deverá avançar em direção ao Sudeste e se afastar gradualmente do continente.

Entre sexta-feira (7) e sábado (8), o fenômeno deverá ganhar força sobre o oceano Atlântico. No entanto, o centro do ciclone permanecerá distante da costa capixaba.

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Portanto, até o momento, os meteorologistas não projetam impactos severos sobre o território do Espírito Santo.

Mesmo assim, a frente fria ligada ao sistema poderá alterar as condições do mar e aumentar a intensidade dos ventos ao longo da faixa litorânea.

Ventos podem passar de 60 km/h no mar

Nas cidades do litoral capixaba, a previsão indica rajadas moderadas, com velocidades entre 40 km/h e 54 km/h.

Por outro lado, em áreas marítimas mais distantes da costa, os ventos poderão superar os 60 km/h. Assim, pequenas embarcações podem enfrentar condições mais desfavoráveis durante o período.

A Defesa Civil recomenda atenção principalmente para:

  • pescadores;
  • navegantes;
  • operadores portuários;
  • proprietários de pequenas embarcações;
  • responsáveis por atividades realizadas em alto-mar.

Antes de sair para o mar, esses profissionais devem consultar os boletins meteorológicos atualizados. Além disso, precisam acompanhar os avisos de mau tempo divulgados pela Marinha do Brasil.

Ciclone pode receber classificação de “ciclone bomba”

Os modelos meteorológicos apontam uma possível queda rápida da pressão atmosférica no centro do sistema.

Caso essa intensificação aconteça dentro dos critérios técnicos, os meteorologistas poderão classificar o fenômeno como ciclone explosivo. Popularmente, muitas pessoas chamam esse tipo de sistema de “ciclone bomba”.

Entretanto, o nome não significa que o ciclone pertença a uma categoria mais perigosa. O termo indica apenas que o sistema ganhou força rapidamente em determinado intervalo de tempo.

Dessa forma, a classificação, sozinha, não determina a intensidade dos danos que o fenômeno poderá causar.

Defesa Civil mantém monitoramento

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil acompanha permanentemente a evolução do ciclone e da frente fria associada ao sistema.

Além disso, o órgão poderá publicar novas informações caso os modelos meteorológicos indiquem uma mudança significativa para o Espírito Santo.

Até agora, a previsão aponta apenas ventos moderados no litoral e rajadas mais fortes em áreas marítimas afastadas. O ciclone deverá permanecer sobre o oceano e longe da costa capixaba.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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