Casagrande acusa Governo de manobrar CPI para prejudicá-lo

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O ex-governador Casagrande e o atual Hartung eram aliados, mas se desentenderam nas eleições de 2014. Foto: Arquivo TN e Divulgação
O ex-governador Casagrande e o atual Hartung eram aliados, mas se desentenderam nas eleições de 2014. Foto: Arquivo TN e Divulgação

Yuri Scardini

O ex-governador Renato Casagrande (PSB) acusa o atual Paulo Hartung (PMDB) de influenciar o andamento da CPI do Empenhos, que tramita na Assembleia Legislativa, que investiga gastos da gestão do socialista. Nesta semana a CPI ganhou um novo capítulo com o adiamento da votação do relatório final. Na última quarta-feira (18) o deputado pedetista Euclério Sampaio leu o relatório final, porém na última hora o ex-secretário da Fazenda do governo Casagrande, Maurício Duque, um dos indiciados na CPI, apresentou defesa ao colegiado, com isso o vice-líder do governo na Casa Erick Musso (PMDB) pediu vista do processo, adiando para semana que vem a votação do relatório final.

Criada em abril do ano passado, a CPI investiga possíveis gastos realizados sem empenho (reserva orçamentária) em várias áreas durante a gestão do então governador Renato Casagrande. Ao longo de mais de um ano de trabalho, a CPI sofreu várias mudanças, tanto no objeto de investigação quanto nos membros que a compõem. Essas mudanças são vistas por aliados de Casagrande como manobras do Palácio Anchieta. Dentre elas, o ingresso de três deputados da base hartunguista na CPI: o líder e vice-líder do governo, Gildevan Fernandes (PMDB) e Erick Musso (PMDB) além de Dary Pagung (PRP).

Aliados do ex-governador entendem também que há uma tentativa de incluir o nome de Casagrande no relatório final da CPI. O objetivo seria criar argumentos para rejeitar as contas de Casagrande referentes à 2014, que devem chegar a Assembleia nas próximas semanas. Caso haja rejeição, Casagrande correria o risco de virar ficha suja e não poder concorrer às eleições de 2018.

Já Renato Casagrande, diz que sofre perseguição por parte do governador Paulo Hartung. “Toda movimentação no Estado relacionada aos meus processos tem o interesse e a mão do governador do estado. Ele já tinha tentado manobrar a rejeição das minhas contas de 2013. É uma prática da velha politica, quando tem alguém que discorda é melhor tentar eliminar do que conviver”, dispara.

Sobre o posicionamento dos deputados da base do atual governo que tentam incluir seu nome no relatório da CPI, Casagrande se diz confiante. “Não concordo totalmente com o relatório do deputado Euclério Sampaio, mas, considero que foi correta e justa a não inclusão de meu nome. E confio que nenhum deputado permitirá ser usado pelo governador” acrescenta.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do governador Paulo Hartung, que não quis comentar o assunto.

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