Uma capivara surpreendeu moradores ao aparecer dentro de um condomínio na Serra na manhã desta sexta-feira (28). A presença do animal mobilizou equipes ambientais para realizar o resgate com segurança. O resgate foi realizado numa ação integrada entre o Ibama e a Fiscalização Ambiental da Serra.
O caso aconteceu no condomínio Vista de Pitanga, localizado em Porto Canoa. Uma ação conjunta entre o Ibama e a Fiscalização de Meio Ambiente da Serra retirou a capivara do local.
Após o resgate, um médico-veterinário avaliou as condições do animal. Como a capivara estava apta a retornar ao ambiente natural, as equipes fizeram a soltura na Área de Proteção Ambiental (APA) da Lagoa Jacuném.
A região possui áreas de vegetação e ambientes próximos à água, características comuns do habitat da espécie.
Leia também

Capivaras são dóceis, mas população deve evitar contato
Apesar da aparência tranquila, moradores não devem tentar tocar, alimentar ou capturar uma capivara encontrada em área urbana.
Em entrevista ao Jornal Tempo Novo, o biólogo Cláudio Santiago explicou que esses animais costumam apresentar comportamento pacífico.
“Elas são animais dóceis e se aproximam das pessoas quando não se sentem ameaçadas. Não costumam atacar, a não ser em situações de defesa. É extremamente raro encontrar casos de ataque sem provocação”, explicou.
A capivara é considerada o maior roedor do mundo. Nativa da América do Sul, a espécie costuma viver principalmente em regiões próximas a rios, lagoas, brejos e outros ambientes com disponibilidade de água.
Por isso, o aparecimento desses animais em bairros próximos a áreas naturais pode acontecer.
Capivara pode abrigar carrapato que transmite febre maculosa
Embora normalmente não represente perigo pelo comportamento, a presença de capivaras exige atenção por outro motivo.
Esses animais podem abrigar carrapatos, inclusive o chamado carrapato-estrela. Algumas espécies desse parasita podem transmitir bactérias responsáveis pela febre maculosa.
A doença pode evoluir para quadros graves. Portanto, a principal recomendação é evitar qualquer contato direto com animais silvestres e também ficar atento aos carrapatos presentes nos locais por onde eles circulam.
“Esses parasitas representam um risco significativo à saúde humana. Por isso, o ideal é evitar contato direto com o animal”, destacou Cláudio Santiago.
Segundo o biólogo, os carrapatos também podem permanecer no ambiente frequentado pelas capivaras.
“Esses carrapatos se espalham pelas áreas por onde as capivaras circulam. A febre maculosa é uma zoonose perigosa. Além disso, é importante lembrar que esses animais são protegidos por lei. Qualquer tentativa de manejo ou agressão sem autorização pode gerar penalidades”, alertou.
O que fazer ao encontrar uma capivara na Serra?
Quem encontrar uma capivara ou outro animal silvestre em uma residência, condomínio ou região movimentada não deve tentar fazer o resgate por conta própria.
A orientação é manter distância e evitar qualquer ação que possa assustar o animal. Se possível, a pessoa deve acompanhar sua localização à distância até a chegada da equipe especializada.
Na Serra, moradores podem entrar em contato com a Fiscalização Ambiental pelo telefone (27) 99951-2321.
Além disso, a população pode registrar a ocorrência pelo aplicativo Colab.

