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sábado, 19 de setembro de 2020

Coronavírus: “Câmara tem que reduzir salário de vereadores e devolver superávit”, defende Fábio Duarte

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Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

O vereador Fábio Duarte disse que 2020 tem sido um ano desafiador. Foto: Divulgação

Puxando para si o protagonismo no núcleo do prefeito Audifax Barcelos, o vereador Fábio Duarte (ambos Rede) defende o retorno gradual nas atividades econômicas. Ele elogia as ações de combate ao vírus realizadas pela prefeitura, e crava: “é nas crises que os verdadeiros líderes são testados”, se referindo a Audifax. Fábio elenca os projetos de sua autoria e defende a redução de salário dos vereadores para destinar recursos a saúde. Na política eleitoral, o vereador evita entrar em detalhes, mas confirma que será candidato a prefeito.

TN: Como avalia a gestão da Prefeitura da Serra em torno da crise do coronavírus?
Fábio Duarte: O ano de 2020 tem sido desafiador. Afirmo que estamos enfrentando a maior crise global do século. O município da Serra tomou decisões acertadas e implantou medidas eficazes que estão contribuindo para retardar a expansão do novo coronavírus.
Foram adotadas estratégias variadas, tanto para ampliar o isolamento e o distanciamento social, como para ampliar a atenção na área de saúde e assistência social aos mais de 520 mil serranos e, em especial, às famílias mais carentes. Essas ações surtiram efeito e não deixaram que a gente tivesse picos.
A cidade está no caminho certo! No entanto, ainda precisamos nos manter firmes no que temos dito à população para fazer, que é seguir as orientações e determinações da gestão e não colocar em risco o progresso que estamos fazendo. Precisamos estar unidos para enfrentar um inimigo em comum e não deixar que a dúvida, o medo e irracionalidade nos dividam.

Em sua perspectiva, em quais ações a PMS acertou e errou no combate doença?
Liderar é um desafio em qualquer contexto, mais ainda em tempos de crise e isolamento global. O momento atual pede por ações rápidas e estratégicas e, diante de um cenário instável, com providências nem sempre fáceis de serem decididas. São nesses momentos de crise que a sociedade, as pessoas, os profissionais, as organizações e, principalmente, as lideranças são testadas.
Destaco importantes iniciativas do prefeito Audifax Barcelos no combate ao novo coronavírus, como a distribuição de 300 mil máscaras e 750 mil kits de limpeza à população e a distribuição de 20 mil cestas básicas e, mais recentemente, o auxílio de R$ 300 reais a famílias carentes que não foram contempladas por nenhum programa do Governo Federal.
Novas medidas estão sendo desenvolvidas diariamente para cuidar da população, e a gestão já tem trabalhado para reduzir os impactos da crise econômica e social na cidade no pós-pandemia. Parabenizo o prefeito Audifax por todas essas iniciativas.

A Serra hoje lidera o ranking de casos e óbitos, o que também reflete o quantitativo populacional, que é o maior. Seriam necessárias medidas mais restritivas para a cidade?
É importante esclarecermos que temos o maior número de casos absolutos, porque temos a maior população. A taxa de letalidade também não é indicativo único e isolado para acompanhamento da evolução da pandemia do novo coronavírus. O nosso índice de recuperação, por exemplo, é maior do que o do Estado, perdendo apenas para a capital, que possui uma população significativamente menor que a da Serra.
O Brasil também é reconhecidamente um país com baixíssima quantidade de aplicação de testes e, quanto menor o número de testes, maior a taxa de letalidade. A Serra, especificamente, é reconhecida como de ‘bom a ótimo’ na eficácia dos seus exames. Poucos dos nossos exames são descartados pelo laboratório estadual. Outro aspecto importante também é que nossos óbitos se encontram na faixa etária naturalmente mais suscetível, ou seja, os idosos. Mais um indicativo de que nossos testes estão sendo realizados dentro dos principais grupos de risco, que, além dos idosos, são os pacientes com algum tipo de comorbidade.
O esforço para preservar vidas é enorme, e o momento pede união e trabalho em conjunto. Não podemos enxergar as mortes apenas como números. São vidas e famílias inteiras que estão sendo enterradas. Devemos unir forças para derrotar, o mais rápido possível, esse vírus. Tenho fé que tudo isso vai passar e contamos com a colaboração de toda a população para nesse momento, se puder, ficar em casa.

Qual sua opinião sobre o Lockdown? Acha que pode diminuir os números de infectados?
Todas as medidas e ações que o poder público vem tomando tem o objetivo primeiro de salvar vidas e contribuir para reduzir o número de infectados pela covid-19. Por isso, tudo o que contribua para isso é avaliado. Precisamos caminhar de forma integrada com os demais municípios da região metropolitana e manter o diálogo com o Estado em busca de medidas eficazes para a Serra e para o Espírito Santo.
É importante destacar que lockdown de forma isolada na região metropolitana não tem sentido e não alcançaria o efeito desejado, já que as cidades são interligadas. Qualquer medida tomada precisa ser feita em conjunto com o Governo do Estado e os demais municípios da Grande Vitória.
Precisamos continuar conscientizando a população sobre a importância da higiene das mãos, do uso de máscaras e do distanciamento social.
Segundo o inquérito sorológico do Governo do Estado, estatisticamente, 5,14% da população capixaba já teve contato com o coronavírus – o que representa 206.559 pessoas -, portanto, defendo ser oportuno pensarmos e elaborarmos protocolos para o retorno à circulação, daqueles já naturalmente imunizados. Em verdade, trata-se de uma doença pouco conhecida, entretanto, a racionalidade tem, sempre, que buscar vencer o medo e a desesperança.

Como vereador, quais propostas você fez para combater os efeitos do coronavírus na cidade?
Considero que é responsabilidade de todos entendermos que ambas as instituições – prefeitura e Câmara – podem e devem trabalhar conjuntamente na busca de alternativas eficazes para o combate ao novo coronavírus. A pandemia tem nos imposto um enorme desafio, principalmente, quanto ao remanejamento de recursos públicos para combatê-la. É importante também que nos empenhemos nos efeitos que isso gera na economia municipal.
Dessa forma, posso destacar o Projeto de Lei nº 51/2020 que autoriza o poder legislativo a devolver parte do superávit financeiro mensal resultante de economia orçamentaria ao poder executivo e mais 30% do nosso subsídio (salário), que resultaria em mais de 500 mil mensais, enquanto durar o estado de calamidade pública da covid-19. A Câmara tem atuado com quantitativo de funcionários e expediente consideravelmente reduzidos, o que permite que os gastos estimados mensais não sejam alcançados e possam ser remanejados para setores públicos que carecem de recursos para intensificar as ações no enfrentamento à pandemia. O projeto está tramitando e, por ser uma medida de extrema necessidade para a população serrana, espero o apoio necessário para a aprovação.

Essa semana foi marcada pela polêmica votação em torno de um PL que cria um auxílio emergencial de R$ 500 na Serra. Qual sua avaliação em torno desse tema?Preciso esclarecer que o projeto dos R$ 500 votado na Câmara de Vereadores é um projeto inconstitucional por vício de iniciativa.

A Prefeitura já se pronunciou dando sinais de ser a favor de adaptar temporariamente o hospital materno infantil para ser um hospital de campanha contra o coronavírus. Como você se posiciona?
Trabalhamos incansavelmente através de ações que abrangem a conscientização da população e, na outra ponta, aumentando a capacidade e estrutura da nossa rede hospitalar para melhor atender a população. A obra do Hospital Materno Infantil é muito importante para a Serra e para todo o Espírito Santo e logo será inaugurada. Com certeza será mais um reforço na luta contra essa pandemia provocada pelo novo coronavírus. A proposta é absorver alguns leitos materno-infantil para que o Hospital Jayme possa ficar exclusivamente com leitos para a Covid-19.
É importante destacar também a iniciativa da Prefeitura da Serra e do prefeito Audifax em direcionar o atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castelândia exclusivo para tratamento dos pacientes da covid-19 ou com suspeita da doença.

Complicado falar de eleição nesse momento, entretanto, o calendário segue o mesmo e é um tema inevitável. Fábio Duarte será candidato a prefeito?
A Serra, pela sua história com a Rede, não poderia deixar de ter um candidato a prefeito do município. Sou pré-candidato à Prefeitura da Serra. Entretanto, no momento é hora de nos concentramos e focarmos na luta contra essa pandemia provocada pelo novo coronavírus e em salvar vidas.

Quais projetos, resumidamente, têm para a cidade?
Vamos apresentar à população um plano de governo que avance nas conquistas já realizadas pelo prefeito Audifax, propondo uma cidade mais inteligente e sustentável, com uma gestão moderna e participativa, alinhada com a responsabilidade e o equilíbrio fiscal para que a capacidade de investimento e as melhorias para a população do município seja ampliada.

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Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

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