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Bolsonaro tem a obrigação de vacinar o povo para que o país volte ao normal, cobra Secretário de Educação

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Para o secretário de educação da Serra as escolas tem papel de promover as pessoas e evitar o avanço do obscurantismo. Foto: Bruno Lyra

Professor doutor do Ifes campus Serra, Alessandro Bermudes assumiu a Secretaria Municipal de Educação da Serra no início dessa nova gestão de Sérgio Vidigal. E já de cara tem o desafio de gerir 141 escolas entre EMEF´s e CMEIs em plena pandemia, com aumento de demanda por matrículas e necessidade de adoção de medidas sanitárias. Nesta segunda parte da entrevista (confira a 1ª parte aqui) concedida dia 23, Alessandro fala sobre a pressão por mais vagas para estudantes na rede pública por conta do aumento do desemprego e da pobreza, segurança nas escolas, ensino de tempo integral e promete que a rede municipal vai conscientizar alunos e suas famílias sobre a importância da vacinação contra a covid e outras doenças.    

Como o aumento da pobreza tem refletido nas demandas pelos serviços da Educação municipal?

Não é uma realidade só do município (crescimento da pobreza), mas é a nível de Brasil. Pesquisas mostram que o número de pessoas abaixo da linha de pobreza aumentou nos últimos anos. Principalmente agora nesse momento de pandemia pandemia. Nossa rede em um ano recebeu mais de 4 mil alunos, grande parte oriundos de escolas particulares. O aumento do desemprego e falta de renda da família a fez procurar a rede pública. Nossa rede passou, em um ano, de 67 mil alunos para 71 mil.

O senhor vê tendência de mais aumento dessa demanda? Se isso ocorrer, o município dará conta?

Creio que se não houver uma mudança, aumentará. Vai depender principalmente da questão da vacina. A vacinação é a importante para que o trem da economia comece a se movimentar e está todo mundo esperando isso. O governo federal tem a obrigação de vacinar o povo para que o país volte ao normal. Nossa volta às aulas está marcada para 1º de março (de forma gradual e com ensino híbrido). Mas depende do mapa de risco. Hoje (23) o mapa está azul na Serra. Mas eu não sei como vai ser a próxima semana. Quando você vê o desenho da pandemia, você nota que ela obedece um roteiro, oscila por regiões. E agora novas cepas já começam a circular pelo Brasil. Essa é uma preocupação muito grande, não pode viver esse ioiô, fecha e volta. Precisamos desse compromisso pela vacinação, principalmente para áreas essenciais como a educação.

Movimentos antivacina seguem forte em pleno século XXI, sendo até estimulados por algumas lideranças religiosas e políticas como o caso do presidente Bolsonaro. Algum plano da educação da Serra para alertar os alunos e suas famílias para o perigo dessa postura?   

Tenho conversado com o prefeito sobre isso e ele também tem uma preocupação grande que é a de trabalhar as famílias. Não só na questão da vacina, que é importante acabar com esse obscurantismo, mas de que a família tem papel fundamental na escola. Além de você orientar sobre a importância da vacina, tem também que abordar vários outros temas. Por exemplo, em pleno século XXI eu receber notícia de que escola foi invadida. A escola do bairro tem que ser protegida, ela é um local sagrado. E a gente tem que conversar com as famílias sobre isso. A comunidade tem que tomar conta dessa escola.

Nos últimos anos houveram muitos casos de invasões e roubos às escolas à noite e nos finais de semana. E muitas reclamações sobre a ausência de vigilância nesses momentos. Além de conscientização da comunidade, há outros planos para atacar esse problema?

O prefeito tem falado até sobre a criação de uma patrulha escolar com a Guarda Municipal. Temos que fazer uma abordagem também junto ao Estado Presente do Governo estadual, porque o município não consegue abranger 141 unidades. Além disso tô querendo desenvolver um programa chamado Minha Escola Minha Comunidade, para que a comunidade tenha relação de pertencimento com a escola. Colocar seguranças (vigilantes patrimoniais) tem um custo elevadíssimo, então precisamos trabalhar a consciência, a cidadania.

E como seria isso?

Existem algumas escolas do município que são muito marginalizadas. Precisamos trazer vida e e segurança para essas escolas, promovendo não só o desenvolvimento educacional, mas também cultural, artístico, esportivo. Estou mapeando certas escolas para que se transformem em ensino integral. Mas não é colocar a criança o dia todo solta no pátio. Ela tem que estar lá, e além dos aspectos pedagógicos, ela tem que ter teatro, esporte. Tenho conversado com o nosso secretário de Esportes, Cultura, Lazer e vice prefeito, Thiago Carreiro e ele tem feito contato com a CBF para trazermos escolinha de futebol da Confederação para a nossa rede. Temos vários projetos para começarmos assim que as coisas se tornarem mais claras. Precisamos tirar essas crianças da rua e manter na escola. Nosso papel é qualificar essas crianças, mostrar pra elas que a educação é o caminho. E trabalhar isso junto às famílias. Eu me emociono em saber que há tanto talento na periferia que precisa só de alguém que puxe ele pela mão e diga: você é alguém, você pode chegar em um bom lugar. Peço não só aos munícipes, mas toda a rede de professores, diretores e demais servidores que estejamos juntos. Porque essa educação não vai ser feita por mim, mas vai ser feita por todos.

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
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