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Após briga judicial, PRTB e Rodrigo Caldeira racham e relação fica insustentável

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Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Rodrigo Caldeira é o presidente da Câmara da Serra. Foto: divulgação.

A eleição de 2020 acabou, mas ainda é possível ouvir ecos do processo eleitoral, que nos bastidores políticos continuam ressoando bem alto. Um desses casos é a relação estremecida entre o atual presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira e PRTB. Após uma briga judicial que poderia inclusive coincidir com o desmonte da chapa de vereadores, Rodrigo e PRTB se afastaram e mantém uma relação insustentável politicamente.

Em 2020, os dirigentes estaduais do PRTB queriam lançar um candidato a prefeito na Serra, intenção que não ganhava corpo entre os candidatos a vereadores do partido e o diretório municipal, que preferiam caminhar com o então candidato Vandinho Leite, já que o então candidato pelo PRTB, Handerson Braga de Paula não apresentava densidade eleitoral, e uma candidatura majoritária mais estruturada geralmente serve de puxado de votos para a chapa de vereadores; que entre eles estava Rodrigo Caldeira.

Foi quando no dia 16 de setembro de 2020 o PRTB-Serra, sob a presidência de Handerson Braga de Paula fez a convenção partidária, conforme preconizado pela legislação eleitoral e foi batido o martelo para que a sigla coligasse com o PSDB, que tinha Vandinho como cabeça de chapa.

Esse fato incomodou os dirigentes estaduais, liderados pelo presidente Antônio Bungestb; e em um ato de cima para baixo, o diretório capixaba promoveu uma internação e destituiu toda a diretoria municipal da Serra. Mesmo após tentativas de diálogo, puxadas por Rodrigo Caldeira, que servia como uma liderança informal, já que entre os filiados era o que detinha mandato político, o PRTB-ES continuou firme na intenção de manter a intervenção e conduzir no punho de ferro o caminho do partido na Serra.

Com o cabo de guerra tensionado, a direção estadual entrou com processo judicial para que a coligação formada pela municipal fosse desfeita, anulando todos os atos decorrentes dela, inclusive a homologação da chapa de vereadores. Esse fato trouxe uma preocupação a mais para os candidatos, já que carregou consigo um cenário de insegurança jurídica.

No dia 12 de setembro de 2020, que marcou o lançamento de campanha de Vandinho a prefeito, um expressivo grupo do PRTB, incluindo Caldeira, esteve presente.  O próprio Rodrigo chegou a discursar ao público e citou brevemente a difícil situação envolvendo seu partido, o PRTB. Na prática, mesmo com as inseguranças jurídicas que rondavam o partido, a maioria dos candidatos caminhou efetivamente com Vandinho. Após a eleição, o PRTB-ES amargou derrota nos tribunais e o caso terminou.

Mas na política, toda ação costuma ter uma reação, e agora, Rodrigo Caldeira (que se reelegeu) e PRTB simplesmente não se relacionam partidariamente, já que as cicatrizes permanecem abertas. Ouvido pela reportagem, ele diz que a intervenção estadual trouxe problemas para os candidatos e certamente tirou votos da chapa.

“Quando você vai para rua pedir votos e conversar com as pessoas, o candidato tem que ir motivado e seguro de que sua situação legal está em total conformidade. O PRTB-ES, em uma ação unilateral, atrapalhou muito esse processo, e muitos candidatos foram diminuindo o ritmo de campanha com medo de se entregar, e lá na frente dar tudo errado. Com certeza perdemos votos dentro da chapa com essa situação de insegurança jurídica promovido por um grupo de dirigentes minoritários e de fora da Serra”, disse Rodrigo.

Ele afirma que foram feitas várias reuniões dos quais o coletivo do partido na Serra mostrava de forma clara o interesse de coligar, mas que não foram respeitados. “Lógico que precisamos respeitar a direção, mas somos nós que vamos para a rua e também precisamos ser respeitados. Infelizmente não fomos, passaram o trator em cima de nós. A gente que vem já de uma vivencia política, sabe que se acontece uma vez, pode acontecer outra, partido é para ser democrático”, explicou.

Por fim ele completou que não tem diálogo com os dirigentes, pois o partido não faz reuniões e nem eventos que possam aglutinar os filiados. “Todo político quer se relacionar bem com seu partido, mas como isso é possível se a direção além de intervir no partido, ainda não promove nenhum diálogo? Me elegi com a força do meu trabalho, porque se dependesse do meu partido, estaria todo mundo fora da eleição. Respeitamos a história do PRTB, mas desse jeito é difícil ter convívio”, disse Caldeira.

O Jornal TEMPO NOVO procurou insistentemente os dirigentes estaduais do PRTB para apresentar o seu posicionamento. Alguns deles até respondiam mensagens de celular, mas quando solicitado informações a respeito da situação envolvendo Rodrigo Caldeira, eles não ignoravam a reportagem.

Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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