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Agressões entre alunos de escola da Serra diminuem após projeto antibullying, diz coordenador

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Redação Jornal Tempo Novo com informações de assessoriahttps://www.portaltemponovo.com.br
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Equipe escolar da EMEF Governador Carlos Lindemberg à frente do projeto “Amizade, sim! Bullying, não”. Foto: Divulgação

Agressões verbais ou físicas, apelidos, desprezo e até zombarias estão ficando no passado dos alunos de uma escola municipal da Serra. Isto porque, na EMEF Governador Carlos Lindemberg, em Barro Branco, um projeto está levando conscientização para que os estudantes da instituição não pratiquem bullying com os colegas.

À frente do projeto ‘Amizade, sim!  Bullying, não’ está o coordenador da unidade de ensino, Rogério Morais que conta que os trabalhos vêm sendo desenvolvidos por uma equipe de professores desde o início de setembro, com as turmas do 5º ao 9º ano.

“Tal trabalho surgiu a partir de reclamações de estudantes que verbalizaram à Equipe Escolar as inquietações e incômodos que estavam vivendo em sala de aula. Os estudantes relataram que sofriam com situações de apelidos inconvenientes, desprezo e zombarias por parte de colegas de classe”, conta Rogério que afirmou que o projeto já tem colhido bons frutos.

O coordenador disse que diante das reclamações reuniu-se com as pedagogas, os professores e o diretor e sugeriu que fosse realizado um trabalho de conscientização para se combater estas agressões nos espaços escolares, considerando que o bullying se caracteriza por agressões verbais ou físicas realizadas repetida e intencionalmente contra alguém.

O projeto mostra o conceito e tipos de bullying e além dos diálogos esclarecedores, foi produzido, com a participação dos alunos. Um enorme mural na entrada da escola, demonstrando o significado do bullying, como se apresenta, as características, a Lei Antibullying e faixas com dizeres produzidos pelos estudantes de várias turmas foi afixado na entrada da escola.

“Nestes cartazes há mensagens que reforçam a importância da amizade e das boas relações no convívio escolar como elementos de combate aos sentimentos negativos advindos deste comportamento tão desprezível. E nós observamos que eles entenderam bem o recado”, destaca Rogério.

Rogério explica que existem vários tipos de bullying. “O físico, onde o agressor usa a força física: empurrar, bater, chutar, beliscar, morder. Tem a verbal que é um dos mais frequentes e pode causar sofrimento emocional intenso, são xingamentos, apelidos, piadinhas, humilhações. Tem também o psicológico que pode ser camuflado e se manifesta por exclusão, manipulação, ridicularização, discriminação, perseguição, ameaças. Neste hall temos ainda o bullying material que promove perdas por meio de atos como: estragar, sujar, furtar, esconder e o cyberbullying que consiste na  divulgação de imagens, mensagens, áudios sem autorização, Invadindo a privacidade e expondo o alvo”.

O coordenador disse que para haver maior interação, o professor Roberto Rodrigues criou a “Caixa do desabafo”. “Outra ação que também faz parte do projeto “Amizade, sim! Bullying não!” é a “Caixa do desabafo”, em formato de urna, onde os estudantes podem depositar papelotes com testemunhos de situações de bullying que vivem, já viveram ou que presenciaram”.

Roberto contou ao Tempo Novo que nestes relatos, os alunos podem escrever anonimamente sobre os seus sentimentos, situações incômodas que não conseguiram desabafar com alguém ou ainda enviar mensagens positivas relacionadas à amizade e ao bom convívio social na escola e em outros ambientes. “A “Caixa do desabafo” fica trancada e somente os professores têm acesso às mensagens, que periodicamente são retiradas para que haja reflexões durante as aulas e ajuda coletiva”.

Estão sendo realizadas ainda atividades em sala de aula como caça-palavras reforçando a importância de se cultivar os bons sentimentos, produção de textos, bem como confecção de folders de combate ao bullying, que são expostos no mural.

Por meio do projeto, os estudantes também conheceram a  Lei 13.185/2015, que define o bullying  como todo ato de violência física ou psicológica, intencional ou repetitivo. É praticado sem motivação evidente por indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas.

Para o coordenador Rogério Morais, a realização do projeto colaborou para redução da prática do bullying no seio escolar, durante os últimos meses. Garantiu que muitos adolescentes da escola já têm manifestado a importância deste projeto para a sua reflexão sobre a necessidade de se combater o bullying  e também  de se criar laços afetivos de amizade e de respeito ao próximo.

Veja fotos do projeto

 

“O bullying é crime porque fere os outros… Nós esquecemos que magoamos as pessoas, mas a pessoa que foi magoada não se esquece, pois fica com a alma e os sentimentos magoados” , disse uma aluna por meio da “Caixa do Desabafo”.

Um outro aluno, escreveu: “Uma vez sofri bullying por ter cortado o cabelo e muitos me chamavam de cabeça de abóbora. Aquilo me magoou bastante, fico angustiado quando me lembro, mas superei!”.

Rogério finalizou a conversa com o Tempo Novo, dizendo que muitas vezes o bullying apresenta-se de forma velada, porque a vítima, com vergonha, não fala da agressão sofrida, enquanto isso o agressor continua com prática desrespeitosa com o colega. “Quem presencia o ato e não reage para proteger também comete o bullying de uma forma secundária, mas tão severa quanto o próprio agressor”.

Redação Jornal Tempo Novo com informações de assessoriahttps://www.portaltemponovo.com.br
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