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Serra, 30 de agosto de 2018 às 8:50

Abaixo-assinado para que Ministério Público investigue obra do Aristóbulo


As obras do ABL foram iniciadas em 2012 e deveriam ter sido entregues em 2014. Atual prédio deverá ser demolido. Foto: Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

A novela da obra da Escola Estadual de Ensino Médio Aristóbulo Barbosa Leão (ABL) está prestes a ganhar mais um capítulo. Isso porque os moradores de Parque Residencial Laranjeiras, juntamente com alunos da escola, estão realizando um abaixo-assinado para encaminhar ao Ministério Público afim de que o órgão investigue a obra.

Com um investimento previsto de R$ 9 milhões, a obra de reforma e ampliação da escola já foi alvo de muitas polêmicas e diversos atrasos. A última promessa do Governo do Estado foi que até agosto o atual prédio do ABL seria demolido, o que não aconteceu. A previsão é de que até o final desse ano uma nova obra seja iniciada no local.

Quem explica sobre o abaixo-assinado é um dos moradores da comunidade que está a frente da organização, Henrique Reblin. “A nossa idéia é que a comunidade e até alguns alunos assinem esse abaixo-assinado para que a paralisação da obra seja investigada pelo Ministério Público. Precisamos averiguar o motivo dessa paralisação e correr atrás para que essa obra aconteça”, explica.

Henrique também esteve a frente de uma manifestação que aconteceu no mês passado em frente ao antigo prédio do ABL. “O objetivo da manifestação foi mostrar nossa preocupação com relação ao atraso nas obras, mesmo com a divulgação do novo projeto. Queremos que essa obra saia do papel”, disse.

Um dos alunos representantes da escola, Roniel Vieira, também está compartilhando e pedindo para que as pessoas assinem o abaixo-assinado. “A comunidade de Laranjeiras teve a ideia e nós estamos apoiando. Precisamos que essa obra saia do papel. Estamos cansados de estudar num local perigoso e com infraestrutura ruim”, afirma.

O abaixo-assinado é online e pode ser acessado clicando aqui. 

Construção da escola Aristóbulo Barbosa Leão. Foto: Arquivo Público do Espírito Santo.

Entenda a obra

As obras do ABL foram iniciadas em 2012 e deveriam ter sido entregues em 2014, mas segundo o Instituto de Obras Públicas do Estado Espírito Santo (Iopes), a empresa que ganhou a licitação não cumpriu os prazos determinados e abandonou a obra.

Enquanto isso, o prédio ficou por mais de cinco anos exposto à chuva e ao sol. Depois disso, o Governo do Estado identificou que seria necessária uma avaliação sobre a situação da construção, sendo constatado que a estrutura não estaria em boas condições e que deveria ser levada ao chão.

A reportagem do Tempo Novo conversou com o atual Secretário de Educação, Haroldo Rocha, em julho deste ano, que afirmou que o prédio do ABL em Laranjeiras ia ser demolido entre o final de julho e o início de agosto, o que ainda não aconteceu. A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação foi questionada sobre quando a demolição irá acontecer e quando será o início das novas obras, mas até o momento não se pronunciou.

O Estado gasta cerca de R$ 78 mil reais de aluguel por mês para manter os alunos em um prédio improvisado que fica em Jardim Limoeiro, onde funcionava o antigo Cesat. Foto: Divulgação

Mais de R$ 4 milhões de aluguel

Enquanto isso, o Estado gasta cerca de R$ 78 mil reais de aluguel por mês para manter os alunos em um prédio improvisado que fica em Jardim Limoeiro, onde funcionava o antigo Cesat.

O aluguel vem sendo pago desde 2012 e já foram gastos cerca de R$ 4 milhões, segundo dados compilados do Portal da Transparência do Governo do Estado. Ao todo, foram gastos R$ 6 milhões com a reforma que não foi concluída e R$ 4 milhões de aluguel (cerca de R$ 78 mil mensal atualmente). Somados os valores, chega-se a R$ 10 milhões, montante que já ultrapassou o investimento inicial previsto pelo Estado.

Aristóbulo poderá ser transformado em Escola Viva

No inicio de julho foi anunciado pelo Jornal ATribuna que o Aristóbulo Barbosa Leão seria transformado em uma Escola Viva, programa do Governo do Estado onde alunos estudam em tempo integral e o custo total da obra seria de R$ 10 milhões. A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (Sedu) para confirmar a informação. A demanda foi enviada no dia 4 de julho e mais de um mês depois a assessoria não respondeu as perguntas enviadas pela redação.




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