Serra, 24 de junho de 2018

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Política

Serra, 26 de Janeiro de 2018 às 9:25

“A Serra precisa ser reconhecida pelo Governo do Estado”


Bruno Lamas: “Passou da hora da Serra fazer um filho seu governador”. Foto: Divulgação

Yuri Scardini

Se dizendo inconformado com a política em Brasília, o deputado estadual Bruno Lamas (PSB) quer ser deputado federal, com apoio do prefeito Audifax Barcelos e garante que Renato Casagrande vai disputar o Anchieta. Nessa entrevista, Bruno reclama da relação do Estado com a Serra e da visão localista das principais lideranças municipais. Aponta a necessidade da cidade se movimentar para fortalecer a economia.

 Como avalia esses três anos de mandato?

É um mandato de fiscalização, foram 106 requerimentos de informação. Isso incomoda a qualquer chefe do Executivo. Mas também houve entregas, posso citar o IPVA parcelado em quatro vezes, a venda fracionada do passe estudantil e o transporte gratuito intermunicipal para idosos, menores de seis anos e deficientes.

 Qual foi o foco de suas emendas?

Educação. Visitei todas as escolas do Estado na Serra, quase todas precisam de reparos, de atenção na estrutura, nós disponibilizamos emendas diretamente para o Conselho de Escola.

Como vê a relação do governo estadual com a Serra?

Existem problemas, me refiro às obras paralisadas como o Contorno do Mestre Álvaro, o Aristóbulo, a Arena Riviera, entre outras. Somente o governador tem o poder para resolver, e tenho feito cobranças constantes. 

Pretende disputar o cargo de deputado federal?

Despertei uma vontade de fazer esse debate nacional. Sou um capixaba, inconformado com a demora das mudanças e das reformas neste país. Outro motivo é em relação às disputas políticas e à politicagem na nossa cidade. Temos três deputados federais, se houvesse respeito à população haveria uma união de forças. Estou falando de pelo menos R$ 45 milhões por ano, só de emendas, para investir na cidade. Isso também me motiva a priorizar a cidade no debate nacional. 

Uma candidatura sua a federal pode ir a contramão dos interesses do prefeito Audifax?

Não, o prefeito precisa de um deputado federal que defenda a Serra, que coloque prioridade nas suas emendas, que faça uma ligação da cidade com o Governo federal. Tenho dialogado com Audifax, essa candidatura é importante pra Serra, e eu preciso do apoio dele.

Há possibilidade de você deixar o PSB então?

Não, o convencimento é de que nossa candidatura possa acontecer com o apoio dele (Audifax), mas comigo dentro do PSB. 

É possível aproximação entre o prefeito Audifax (Rede) e o deputado Sérgio Vidigal (PDT), já que no cenário nacional há possibilidade de aliança entre seus partidos?

Acho difícil. As lideranças da Serra precisam colocar o olhar na política estadual. Passou da hora da Serra fazer um filho seu governador do Estado. Essa hora vai chegar, mas infelizmente as grandes lideranças, aqueles que foram prefeitos, ainda não despertaram para isso e valorizam muito a disputa local.

 Casagrande é pré-candidato ao Governo?

Casagrande será nosso candidato a governador. Pelas entregas que fez, pelo governo que fez e por sua incrível trajetória política. 

O PSB regional anda meio encurralado pelas alianças que o grupo do governador formou?

No campo nacional o PSB dialoga com PSDB de Geraldo Alckmin e PDT de Ciro Gomes, alianças que podem se reproduzir nos estados. Também existe a possibilidade de uma candidatura própria a presidente, que eu defendo. Já aqui no Estado é notória a proximidade com o PPS, Rede, o PP e outros. Estamos focados na candidatura ao Governo, com boas chapas de deputado estadual e federal. Nosso grande diferencial são as vagas abertas para o Senado.

Porque é um diferencial?

O palanque oposto tem muita gente para poucas vagas no Senado, e isso às vezes fecha as portas. Por isso, dialogamos com muita gente, como os deputados Sérgio Majeski e Amaro Neto por exemplo.

 O governador Paulo Hartung (PMDB) vai conseguir estar numa chapa nacional?

Eu não sei dizer se isso é uma realidade, eu até acho que não, mas precisa ser respeitado por seu histórico, por seu currículo vitorioso.

Em fevereiro faz um ano da paralisação da Polícia Militar. O que fazer para que isso não volte a ocorrer?

Diálogo. Um governo bom é um governo que também saiba dialogar, e faltou isso naquele momento. As sequelas são notórias do prejuízo que vai da economia até a desmotivação que a Polícia.

 Outro fato marcante foi o rompimento da barragem da Samarco, que neste ano vai completar 3 anos. Qual sua expectativa?

Não houve punições à altura aos causadores do acidente, o que é um grande absurdo. Para mim, há impunidade no caso, e ficamos com as consequências no Estado, que foram também drásticas. Estou insatisfeito com a apuração e com as penalidades.

Há um cenário de desinvestimento futuro da Vale no ES. O que fazer para ser menos dependente dessa atividade?

 Explorar melhor os modais logísticos para escoar cada vez mais mercadorias para o exterior e também receber. Nossa posição geográfica é estratégica. Além disso, incentivo a instalação de novas empresas. O ES inclusive está à frente de alguns estados em relação à segurança jurídica. Os programas de incentivo, como o Investe e o Compete, são respaldados por Lei, diferente de alguns estados, que é por decreto.

Qual é o papel da Serra nisso?

 Primeiro a Serra precisa ser reconhecida pelo Governo do Estado. É  a cidade que mais contribui com o PIB. Segundo, precisamos modernizar a legislação do município para oferecer mais velocidade para a instalação de empresas. E investir em setores de serviços e nos micro e pequenos empresários, mais importantes que as grandes empresas, em alguns casos poluidoras.

 




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