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Violência é rotina no Transcol na Serra

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Assaltos e arrastões  as linhas mais perigosas são as que ligam os terminais. Foto: Gabriel Almeida
Assaltos e arrastões as linhas mais perigosas são as que ligam os terminais. Foto: Gabriel Almeida

Por Anderson Soares

O medo e a insegurança têm sido companheiros de viagem dos passageiros do Transcol nas linhas que atendem a Serra. Assaltos à mão armada, arrastões e até roubo de cabelo fazem parte do repertório de criminosos que nem as câmeras de videomonitoramento dos ônibus conseguem intimidar.

Um cobrador que foi assaltado há duas semanas e prefere não ter seu nome divulgado, conta que as linhas 540 – Ter. Carapina a Ter. Campo Grande; 874 – Ter. Jacaraipe a Carapina via Portal de Jacaraipe e 800 – Ter. Laranjeiras a Jardim Camburi (circular) estão entre as mais perigosas.

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“Os crimes dentro destes coletivos ocorrem quase que diariamente. Os passageiros têm ficado à mercê desses infratores. Eu fui assaltado e não tive reação alguma. O vagabundo leva o dinheiro e nós os trabalhadores é quem temos que repor”, afirma.

Segundo Maura Orlandi, moradora da região de Serra Sede, e que já passou pelo aperto de presenciar um assalto dentro do ônibus, a sensação é de muita impotência. Ela diz que voltava pra casa quando na altura do bairro Campinho da Serra um rapaz entrou no coletivo e sentou na cadeira ao seu lado. Em seguida o bandido rendeu o cobrador e levou o dinheiro.

Imagens

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitana da Grande Vitória (GVBus) informou, através da assessoria de imprensa, que as imagens das ocorrências registradas no circuito são enviadas para a Secretaria de Segurança Pública (Sesp). Sobre a denúncia de que motoristas e cobradores assaltados são obrigados a repor o dinheiro, a assessoria não respondeu.

Já a Policia Militar (PM) informou que tem intensificado as operações de abordagens nos coletivos da Grande Vitória e pede que a população acione o Ciodes (190) caso perceba atitudes suspeitas ou presencie crimes.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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