Vidigal fala sobre o resultado das eleições e diz que torce pelo prefeito Audifax

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Sérgio Vidigal (PDT) falou sobre o resultado das urnas. Foto: Divulgação
Sérgio Vidigal (PDT) falou sobre o resultado das urnas. Foto: Divulgação

Por Eci Scardini

Após o resultado do segundo turno das eleições na Serra, neste domingo (30), o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Tempo Novo para falar sobre seus planos para o futuro; cumprimento do mandato e trajetória política. Confira:

Como avalia o resultado da eleição ocorrida hoje (30)?

Realmente temos que respeitar a democracia, mesmo com uma diferença pequena e apertada, foi a decisão das urnas e vou respeitá-la. Lógico que neste momento, onde existe uma mudança no financiamento de campanha, quem está na máquina leva uma vantagem imensa, pela estrutura que tem, quantidade de cargos de confiança e peso que a máquina exerce. Mesmo diante das dificuldades que possa estar vivendo, creio que isso contribuiu.

E a partir do resultado, o que pensa em fazer?

Quero afirmar que eu tinha o melhor projeto para os próximos quatro anos para a cidade da Serra. O que tenho que fazer agora é respeitar a democracia e torcer para que o prefeito reeleito possa fazer um bom governo nos próximos quatro anos na Serra.

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Algum ressentimento nesta caminhada?

Nenhum ressentimento. Cada caminhada é um aprendizado e uma experiência nova. O que aconteceu foi mais uma experiência; muitas pessoas que pude rever e uma relação de muito carinho. Até porque se observar os meus votos, pode ter certeza de que a grande maioria deles tem relação com todo o trabalho que fiz na Serra, desde médico até prefeito da cidade.

Em algum momento o senhor sentiu que estaria perdendo?

As ruas não me davam este sentimento. O sentimento de rua sempre foi o melhor possível. O que aconteceu foi que o segundo turno foi uma nova eleição; e não tínhamos estrutura para o segundo turno. A estrutura de primeiro turno contou com a contribuição dos 200 candidatos a vereador e seus militantes, que também iam para as ruas; dividiam nossas atividades na cidade, que é muito grande e não conta com transmissão na TV.

Isso assustou a equipe de campanha?

A campanha na Serra é feita caminhando; rádio ainda não tem muita influência. Dependeu muito da presença e da história que se tem na cidade. Creio que isso contribuiu e, no final, quando a campanha ficou mais acirrada por números, veio uma certa preocupação, o que é natural.

A que atribui ainda a pequena diferença nas urnas?

O que acontece é que a cidade foi ampliando sua população e que boa parte não me conheceu como gestor. Acaba por não termos tido o contato mais próximo com essa população.

Quais são suas considerações finais?

Agradeço pela votação; fico muito honrado. A Serra ficou meio dividida, mas não podemos ficar divididos daqui para a frente, pois é ruim para a cidade. Vou completar o meu mandato e, daqui para a frente, quem sabe eu faça um novo projeto para a minha trajetória pública, na minha carreira política.

 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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