Vídeos mostram situação de rios onde Cesan pega água para Serra Sede

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Na semana passada o relato de moradores da Serra Sede sobre a água da Cesan estar causando problemas de saúde ganhou repercussão, após publicação de reportagens no Tempo Novo.

Consumidores de diversos bairros da região, tem relatado que a água que chega às torneiras tem vindo salobra, com cor e cheiro estranhos. Uns falam que o odor parece de amônia, outros, de cloro.

Na manhã desta quarta-feira (09) Tempo Novo produziu vídeo dos rios Timbuí e Fundão, formadores do rio Reis Magos. É deste último que a Cesan capta água desde o final de 2017 para atender cerca de 150 mil habitantes na região da Serra Sede, num projeto que custou R$ 70 milhões.

Instalado em Putiri, zona rural na divisa entre Serra e Fundão, o sistema Reis Magos estava previsto pelo Estado para ser implantado somente em 2020, mas o então governador Paulo Hartung decidiu antecipar a construção porque o outro sistema que abastece a cidade, o do rio Santa Maria, deu sinais de colapso por falta d’água.

As reclamações dos consumidores da Serra Sede agora atendidos pelo Reis Magos coincidem com a situação de estiagem que afeta as cabeceiras deste manancial que, por esta razão, está com vazão muito baixa. Cenário semelhante ao da superseca entre 2014 e 2016, que fez o mar avançar pela foz do rio em Nova Almeida mais de 10 km rio acima.

Em 1º de julho de 2016 Tempo Novo publicou reportagem com o então presidente da Associação de Produtores Rurais da Serra e proprietário de terra em Putiri, Joel Falqueto, alertando que o ponto aonde a Cesan pretendia fazer a captação (na época a obra ainda não havia sido executada) tinha risco de salinização.

Ainda não se sabe se os casos recentes de água salobra da Cesan na Sede tem relação com o fato alertado por Falquetto em 2016.

Veja o segundo vídeo:

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