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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Vereadores insatisfeitos com o Solidariedade

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Maria Nascimento
Maria Nascimento é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

O presidente estadual do SD, deputado federal Carlos Manato, disse que os vereadores estão liberados para trocar de legenda. Foto: divulgação
O presidente estadual do SD, deputado federal Carlos Manato, disse que os vereadores estão liberados para trocar de legenda. Foto: divulgação

Por Eci Scardini

“O Solidariedade (SD) da Serra hoje é um simulacro de partido”. Esse é o sentimento dos vereadores Raul Cézar Nunes, Rodrigo Caldeira, Jorjão e Marcos Tongo, todos filiados à legenda. Eles desabafam dizendo ‘que se sentem abandonados à própria sorte e padecem da falta de apoio parlamentar e de uma melhor estrutura partidária por parte da presidência da estadual da sigla’, atualmente exercida pelo deputado federal Carlos Manato.

Os quatro vereadores foram eleitos por outras legendas: Cezar Nunes e Rodrigo Caldeira pelo PDT; Jorjão, pelo Dem e Marcos Tongo pelo PTdoB. “Em 2013, tão logo foi fundado o Solidariedade, fomos convidados pelo deputado Manato a filiarmos no partido, que teve ainda a presidente da Câmara, Neidia. Ouvimos muitas promessas e acreditamos que realmente estaríamos em um partido diferente, que teria uma participação mais ativa na política do Estado e que teríamos apoio para fazermos do SD um grande partido na Serra”, frisaram os quatro parlamentares.

Os vereadores afirmam que o abandono da sigla na Serra e a discriminação a eles passaram a ocorrer a partir do momento em que decidiram integrar a base de apoio à atual gestão municipal, na Câmara.

Segundo o Vereador Cezar Nunes, “o presidente da estadual mantém o diretório municipal apenas na composição provisória para que soframos os desmandos da estadual e fiquemos reféns das decisões tomadas de cima para baixo”. Ele acrescenta que “se o partido quer ter candidatura própria a prefeito no município, nós, vereadores com mandato, nunca poderíamos ter ficado alijados dessa discussão”.

Fantoches

Para o Vereador Jorjão, “o SD não pode exigir que seus vereadores sejam fantoches das decisões da estadual, nós queremos o melhor para o município, e não podemos ser discriminados simplesmente por buscar o desenvolvimento de nossa cidade, independente da gestão em curso”.

Ressalta Rodrigo Caldeira que, “diuturnamente somos ameaçados pelo Diretório Estadual, dizendo que seremos expulsos por integrar a base de apoio da atual gestão e veladamente, que sofreremos intervenção no Diretório Municipal para viabilizar a candidatura do professor Renato à prefeitura da Serra. Nos tornamos um inconveniente a ser extirpado do Solidariedade da Serra”.

A conclusão que os quatro chegaram é que “pelo que se apura, segue o Solidariedade da Serra, sem o mínimo de solidariedade com seus Vereadores”.

Procurado pela reportagem, o presidente estadual do partido, deputado Carlos Manato, disse que os vereadores migraram para o SD com a intenção de participar da base de apoio do prefeito Audifax Barcelos (PSB). Lembrou que dois deles eram filiados ao PDT, do principal desafeto de Barcelos, deputado federal Sérgio Vidigal.

“Eles não fizeram partido, não se reuniram, não construíram e não acrescentaram nada. O SD da Serra não filiou ninguém. Sobre a atuação deles enquanto vereadores, não influenciamos a conduta na Câmara”, contou.

Sobre a permanência no partido, Manato foi enfático. “Estão todos liberados para deixar a legenda desde o ano passado”.

 

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