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terça-feira, 14 de julho de 2020

Vereadores da Serra se desentendem por identificação de veículos

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Por Anderson Soares e Conceição Nascimento

Gideão Svensson (PR) e Rodrigo Caldeira (SD) chegaram às vias de fato na garagem da Câmara. Fotos: Divulgação/ Montagem: Iury Marcondes
Gideão Svensson (PR) e Rodrigo Caldeira (SD) chegaram às vias de fato na garagem da Câmara. Fotos: Divulgação/ Montagem: Iury Marcondes

A identificação dos veículos oficiais da Câmara da Serra continua polêmica. Na última quinta-feira (4) os vereadores Gideão Svensson (PR) e Rodrigo Caldeira (SD) chegaram a trocar agressões físicas no estacionamento da Câmara após se desentenderem sobre o assunto.

O fato resultou em boletim de ocorrência no DPJ de Laranjeiras. E teria começado após Gidão interpelar Caldeira, cujo carro oficial estaria sem o adesivo. Gideão é autor do projeto de lei que prevê a identificação dos veículos e adotou o tema como bandeira política.

“O vereador Gideão e um assessor me impediram de sair da garagem. Me senti ameaçado. Eles chegaram a mandar a segurança da casa fechar o portão para não me deixar sair. O vereador Gideão precisa procurar um tratamento psicológico”, dispara Caldeira.

Caldeira admitiu que o veículo à disposição de seu gabinete estava sem identificação, que teria sido arrancada por populares durante um serviço externo, mas que pretende providenciar um novo.

Gideão tem outra versão. “O vereador colocou um adesivo com imã no próprio carro para removê-lo a hora que bem entender. Fui cobrar dele que cumprisse sua obrigação e recebi em troca ameaças e agressões”, conta.

 

Imagens

Svensson disse que já pediu o vídeo ao presidente da Casa – o estacionamento possui câmeras de videomonitoramento – aguarda as imagens para dar suporte à ação que pretende mover contra Caldeira.

O republicano disse ainda já ter acionado o Ministério Público de Contas sobre os carros da Câmara que seguem sem adesivos. O modelo é o um Fiat Uno Vivace preto. São 23 veículos, cada um alugado ao custo mensal de R$ 1,5 mil cada. E cada vereador ainda tem direito a 200 litros de gasolina por mês.

A reportagem procurou o presidente da Câmara, Guto Lorenzoni (PP). Mas Guto não atendeu o telefone nem retornou as mensagens. Já assessoria de comunicação da Câmara disse que não há imagens gravadas da briga.

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