Vereador quer ouvir população sobre a concessão do Transcol

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Vereadores não descartam a municipalização do transporte coletivo da Serra, tal como é em Vitória e Vila Velha. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra
Vereadores não descartam a municipalização do transporte coletivo da Serra, tal como é em Vitória e Vila Velha. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra

Conceição Nascimento

Vereadores da Serra estão promovendo audiências públicas para discutir o futuro do transporte coletivo na cidade. Isso porque, o contrato de concessão entre Prefeitura da Serra e a Ceturb (que gerencia o sistema Transcol) foi encerrado no dia 27 de setembro de 2016, mas não pode ser renovado. Desde agosto de 2016 segue travado na Câmara o Projeto de Lei (143/2016) que propõe a renovação por mais 20 anos.

Agora os vereadores estão discutindo o projeto que propõem a renovação, mas não descartam a municipalização do transporte, a exemplo de Vitória e Vila Velha. Inclusive, segundo alguns parlamentares um levantamento de informações está em curso para verificar se é interessante à população.

Uma nova audiência pública para debater o PL 143/2016, que tem autoria do Executivo, será realizada em abril, no Plenário da Câmara. O proponente é o líder de Governo na Casa, vereador Guto Lorenzoni (PP). O encontro deve reunir moradores da cidade, parlamentares e representantes da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) e outros segmentos ligados ao transporte público.

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“O PL está na Comissão de Justiça, será debatido por cada vereador individualmente. Vamos trabalhar uma audiência pública para discutir a sintonia entre o sistema e a população e discutir pontos críticos do transporte, como a adequação de linhas que atualmente não atendem à demanda”, disse Guto.

“O projeto já é de conhecimento dos vereadores, que conhecem profundamente o teor de cada item da matéria. Estamos nos adequando à questão de colocar membros do Legislativo no Conselho da Ceturb e fazer os questionamentos de alguns pontos como o botão do pânico, segurança, obrigatoriedade de manutenção em abrigos, sem que estas responsabilidades resultem em aumento do custo das passagens”, acrescentou Guto.

Sobre este assunto e demais informações como número diário de usuários, rotas, recolhimento de impostos e outros, a Ceturb, disse que tais informações deveriam ser buscadas junto à GVBus (Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória). Já esta, em nota, informou que “quem gerencia o sistema Transcol é o Governo do Estado, por intermédio da Ceturb. Portanto, o GVBus não se manifestará sobre este assunto”.

Sindicato defende municipalização

Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, Edson Bastos, a integração dos sistemas municipal e do Transcol é vantajosa para a sociedade. “É um sonho do sindicato, já que não contamos com outras modalidades para o transporte de passageiros, como o metrô. Também defendemos a criação de um aplicativo que seria utilizado como um botão de pânico, de acesso ao Ciodes, que seria utilizado por usuários do sistema, e de um corredor exclusivo de ônibus”.

Segundo Bastos, aproximadamente 700 mil passageiros utilizam o transporte coletivo na Grande Vitória diariamente e são empregados 10 mil pessoas que atuam com este serviço.

 

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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