Vereador da Serra defende ‘militarização’ de escola no município

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Porto é visto como um militar linha dura e defende que a guarda da Serra seja mais repressiva.
Segundo o parlamentar da Serra, a medida traria mais “disciplina e ordem” nas escolas e ajudaria a baixar os índices de criminalidade. Foto: Divulgação

Conhecido pelas suas colocações e projetos polêmicos, o vereador Cabo Porto (PSB) promete pressionar a Prefeitura da Serra para implantar uma Escola Militar no município. A proposta divide especialistas e esteve no foco do debate na área Educação após o Governo do Distrito Federal anunciar a ‘militarização’ de quatros escolas da região, com o projeto piloto chamado SOS Segurança. Segundo o parlamentar da Serra, a medida traria mais “disciplina e ordem” nas escolas e ajudaria a baixar os índices de criminalidade.

Não é de hoje que Porto vem tentando convencer seus pares vereadores a se unirem em bloco para pressionar o Poder Executivo visando à implantação de uma Escola Militar. Mas o projeto parece não ter eco na Câmara. Segundo o vereador, esse formato de ensino seria “uma somatória” do ensino prestado pelos professores com a filosofia de instituições militares como o Exercito e a Polícia Miliar, além disso, haveria um “momento cívico diário” com canto de hino nacional.

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“Tem uma frase muito importante: educar o homem hoje, para não puni-lo amanhã. Então esse é o objetivo, ensinar as crianças o que é ser um cidadão pleno, que respeita as leis, a sociedade, a disciplina e a educação. Tramita na Câmara um projeto para implantar uma Escola Militar, podemos fazer parcerias com a Polícia Militar e trazer militares da reserva para lecionarem sobre temas ligados à cidadania nas escolas da Serra, além estarem vivendo no cotidiano das escolas”.

Porto diz que a Serra tem muitos bolsões de violência, e que Escolas Militares poderiam mitigar esses números de criminalidade. “Esse formato de ensino blinda o jovem que vive em situação de vulnerabilidade, uma vez que eles são o público alvo do tráfico, que alicia crianças desde muito pequenos com promessas falsas. Quebrar essa lógica de mão de obra para o crime significa derrubar as estruturas da bandidagem”, diz o vereador.

Este tipo de projeto causa muita polêmica na Educação, e de maneira geral é rejeitado por professores, assim como está acontecendo no Distrito Federal, onde Sinpro-DF vem tecendo muitas críticas e afirmando que o projeto é anti-democrático. “Não adianta impor a presença de militares se, quando saio, me deparo com a realidade nua e crua da segurança”, diz a diretora do sindicato, Rosilene Corrêa, ao Jornal Correio Braziliense.

Sobre isso, Porto se defende. “Eu não concordo, tem muita aceitação entre educadores. De cada 10, 8 querem. Além disso, as famílias também querem muito, assim como a comunidade. Hoje fui ao comando do 38° Batalhão do exército no ES, e o coronel EB Alves me ofereceu todo e qualquer opoio”, afirmou.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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