
A falta de abastecimento de água na Serra tem sido uma preocupação constante para a população, pois, além de pagar contas caras, o abastecimento tem se tornado cada vez mais problemático para o consumo humano. O Rio Santa Maria da Vitória, responsável por levar água às torneiras serranas, encontra-se em um estado avançado de degradação ambiental.
O deputado Vandinho Leite visitou o local onde a Cesan faz a captação de água para abastecimento, situado no distrito de Queimado, área rural da Serra. Segundo Vandinho, a situação é extremamente preocupante e ele planeja acionar os órgãos de controle para orientar as medidas de recuperação do rio. Caso contrário, a escassez de água na Serra continuará piorando.
Conforme relato de Vandinho, técnicos da Cesan estiveram presentes na fiscalização in loco e informaram que o Rio Mangaraí representa um dos principais obstáculos no tratamento da água, devido ao alto teor de barro e combustível que são descarregados em Santa Maria. Ele adverte que, se atualmente a falta de água ocorrer por alguns dias, num futuro próximo, poderá se estender por meses caso medidas emergenciais não sejam adotadas.
O deputado destaca que não se pode isentar a Cesan da responsabilidade na modernização da captação e tratamento da água, mas questiona: “Se não houver rio, como a empresa fará a captação?”. Com isso, Vandinho busca ampliar a percepção do problema, enfatizando que, antes das ações realizadas pela Cesan, é necessário implementar medidas ambientais que garantam a recuperação do rio como uma fonte hídrica saudável.
“Nesta sexta-feira (12), está chovendo tanto na Serra quanto nas nascentes do rio, e observando que a vazão está baixa. Esses sinais nos deixam muito preocupados e indicam que, se não recuperarmos o rio, a perda de água afetará tudo na Serra, desde a população até as empresas. Isso afetou a geração de empregos, a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade”, concluiu Vandinho.
O parlamentar cobrou também medidas de economia de água dos principais consumidoresas individuais, como Vale e ArcelorMittal. “Sabemos que nos últimos anos as empresas avançam em alguns projetos, mas não podemos parar por aí, é necessária a continuidade e manutenção para que no futuro não tenhamos mais a necessidade de captar água do rio para operação industrial. O rio precisa ser destinado ao consumo humano, haja vista que a população da Serra está crescendo ano após ano”, finalizou.
