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sábado, 04 de julho de 2020

“Vamos conseguir manter o pagamento do pessoal em dia”

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Cláudio Mello acumula mais de 35 anos de experiência na Prefeitura da Serra e acaba de assumir a Secretaria de Finanças. Foto: Bruno Lyra

Yuri Scardini

Esta semana o Jornal Tempo Novo, entrevistou o recém-nomeado Cláudio Mello que assumiu a Secretaria de Finanças do município da Serra. Mello que acumula mais de 35 anos de experiência na Prefeitura, fala sobre o novo desafio de comandar as finanças em época de crise econômica, além de fazer relatos dos tempos áureos do Serra F.C, quando Cláudio presidiu o clube entre os anos de 1997 e 2000. 

[TN] Qual é o principal desafio a frente da Secretaria de Finanças?

[Cláudio Mello] O principal desafio é o mesmo de todas as cidades do Brasil. Momento econômico difícil, e as cidades são impactadas, principalmente sobre o que vem do Governo Federal como as receitas do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e royalties, por exemplo. Sobre as receitas que a cidade faz a gestão, a Serra vem fazendo o acompanhamento estratégico, como os índices de ICMS por exemplo. A receita que é própria da cidade, o ISS, o ITBI E IPTU, a cidade faz a gestão de perto e mesmo assim, no caso do ISS, também são impactadas pela economia nacional. O grande objetivo é conseguir caminhar dentro desse cenário conturbado e continuar atendendo as demandas da população. Acho que estamos conseguindo, a cidade está equilibrada.

Por que a mudança?

É importante ressaltar que estamos mudando o foco, antes o objetivo era atingir o equilíbrio dos gastos, através do controle de contratos e a manutenção da folha de pagamento. E dessa forma, contribuímos para a Prefeitura caminhar bem nesses quatro anos, prestando serviço de qualidade para a população, que teve o respaldo comprovado diante da reeleição do prefeito Audifax.

E agora…?

Agora temos um foco um pouco diferente, vamos permanecer na qualificação dos gastos, mas vamos ter um foco agora na manutenção das fontes de receita. Para não diminuir nossas fontes de arrecadação. Porém, mesmo a gente mantendo a receita, temos ainda que trabalhar com muito cuidado porque a população da cidade segue crescendo, o que impacta na receita do município.

Quais as responsabilidades da secretaria de finança?

Ela é dividida em duas, arrecadação e pagamento. A primeira trata sobre a tributação e a segunda é referente ao financeiro contábil.

Em que pé estão as finanças do município?

Acabei de chegar a secretaria e ainda não tive condição de me debruçar sobre os números, mas posso dizer que a cidade está bastante equilibrada frente a esse cenário nacional conturbado. Vamos conseguir manter o pagamento do pessoal em dia, vamos manter o alto nível de atendimento na área de saúde, educação, merenda e toda estrutura necessária para que a população possa ser atendida. A secretaria estava muito bem organizada.

E sobre projetos que preveem cortes nas gratificações de servidores?

Na verdade não são cortes e sim, qualificação de despesas, seja de custeio ou pessoal. No momento de crise temos de buscar soluções e são momentos de extrema oportunidade de aprendizagem. Estamos qualificando as despesas, não estamos tirando benefícios e direito de ninguém, adequando à realidade atual do município, estado e do país.

A captação de recursos e investimentos é de responsabilidade da Finança?

Hoje a captação está na coordenadoria de governo, que é um elemento muito importante e temos afinidade com o grupo. Outro braço importante da Fazenda que tem de estar próximo é a de Desenvolvimento Urbano, para que oportunize a entrada de novas empresas e gerar trabalho e renda e também tributos para a cidade. Além das secretarias de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente.

Quais saídas o senhor enxerga para a Prefeitura sair do arrocho financeiro?

 A prefeitura vem passando de forma saudável na crise. Mérito do gestor e sua equipe de governo. Agora temos de pensar um pouco além, criar oportunidade para que a Serra possa sair na frente da crise. Ter um diferencial em relação às outras cidades. Queremos sair na frente e na hora que o ambiente nacional melhorar, estaremos na ponta desse processo.

O senhor é lembrado como um dos responsáveis pelo melhor momento que o Serra F.C e o Capixaba viveram. Como foi aquela época?

Fiz parte da história do Serra, tenho uma característica pessoal e profissional. Estive por 4 anos, de 97 há 2000. Profissionalizamos o Serra, de uma equipe amadora para profissional, fomos campeões da segunda divisão do Capixaba e no terceiro ano fomos campeões estaduais e vice-campeão da terceira divisão e ingressamos na série B em 2000. Deixei o Serra na nona colocação. Considero uma época boa.

O Serra venceu do Fluminense em pleno Maracanã…

Foi o único time capixaba que ganhou no Maracanã. Foi um momento importante na minha carreira profissional e foi o ápice do futebol capixaba em nível nacional. Conseguimos colocar 22,5 mil pessoas no Engenheiro Araripe. Aquilo elevou a autoestima da cidade. Pena que os antecessores não conseguiram dar prosseguimento. Se tivessem mantido o nível, hoje o ES estaria com um representante na Série B.

Histórico:

Cláudio é formado em Administração e é servidor concursado da prefeitura no cargo de auditor fiscal. Ocupou a presidência do Serra Futebol Clube no período de 1997 a 2000. Na Prefeitura da Serra ocupou as funções de assessor técnico da Secretaria de Administração (Sead), diretor de Recursos Humanos da Sead, coordenador de gerência de convênio da Coordenadoria de Governo, coordenador de ISSQN na Secretaria de Fazenda, coordenador do Núcleo de Inteligência Fiscal, Subsecretário da Fazenda, Subsecretário de Recursos Humanos da Sead, Subsecretário de Administração da Sead, Secretário de Administração e Recursos Humanos.

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