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Ufes coloca 14 professores entre os cientistas mais influentes do mundo; veja quem são

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Prédio da Administração Central da Ufes, universidade com 14 nomes entre os cientistas mais influentes do mundo
Ufes tem 14 professores na lista de Stanford dos pesquisadores mais citados do mundo
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Quatorze professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão na nova lista dos cientistas mais influentes do mundo. O levantamento é feito por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em parceria com a editora científica Elsevier. Segundo a universidade, o número é o mesmo da edição anterior.

O ranking tem duas categorias. A primeira considera as citações recebidas por trabalhos científicos em 2025, e nela a Ufes tem 13 nomes. Já a segunda mede o impacto ao longo de toda a carreira e reúne sete professores da instituição. Seis pesquisadores aparecem nas duas listas ao mesmo tempo.

Novos nomes entre os cientistas mais influentes do mundo

Dois professores entraram pela primeira vez na lista de citações. Um deles é André Renato Sales Amaral, do Departamento de Matemática Aplicada do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (Ceunes), em São Mateus. A outra é Luciane Salaroli, do Departamento de Nutrição, que também coordena o Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde, no campus de Maruípe, em Vitória.

Luciane é ainda a única mulher entre os 14 pesquisadores da Ufes no ranking, o que chama atenção em um grupo formado quase só por homens.

Na lista de impacto ao longo da carreira, a novidade é Celso Azevedo, do Departamento de Ciências Biológicas, no campus de Goiabeiras. Ele já estava entre os mais citados na edição passada.

O que o ranking de Stanford mede

O epidemiologista John Ioannidis, de Stanford, coordena o levantamento, conhecido internacionalmente como “World’s Top 2% Scientists”. A base de dados vem da plataforma Scopus. Em vez de contar apenas o número bruto de citações, a metodologia combina indicadores como o índice h, a coautoria e a posição do pesquisador entre os autores de cada artigo.

Além disso, cada cientista é comparado somente com colegas da mesma área. São 22 campos e 174 subcampos do conhecimento, o que evita colocar lado a lado um físico e uma nutricionista. Entram na lista os pesquisadores que estão entre os 2% mais bem avaliados em sua especialidade.

Por isso, a expressão “mais influentes do mundo”, usada na divulgação, precisa de contexto. Na prática, a lista mede o alcance da produção científica, ou seja, o quanto outros pesquisadores usam e citam aqueles trabalhos. O ranking não é um prêmio e não avalia diretamente a qualidade ou o impacto social de cada pesquisa. Mesmo assim, está entre os indicadores mais acompanhados por universidades no mundo inteiro.

Quem são os cientistas da Ufes no ranking

Citações em 2025:

  1. André Renato Sales Amaral (Matemática Aplicada)
  2. Anselmo Frizera (Engenharia Elétrica)
  3. António Varandas (Física, professor visitante)
  4. Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)
  5. Celso Azevedo (Ciências Biológicas)
  6. José Geraldo Mill (Ciências Fisiológicas)
  7. Júlio Fabris (Física)
  8. Luciane Salaroli (Nutrição)
  9. Luís Carlos Lopes Júnior (Enfermagem)
  10. Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)
  11. Renato Krohling (Engenharia de Produção)
  12. Wanderson Romão (Programa de Pós-Graduação em Química)
  13. Winfried Zimdahl (Física, professor visitante)

Impacto ao longo da carreira:

  1. António Varandas (Física, professor visitante)
  2. Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica)
  3. Celso Azevedo (Ciências Biológicas)
  4. Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde)
  5. Marcos Benedito de Freitas (Química)
  6. Renato Krohling (Engenharia de Produção)
  7. Winfried Zimdahl (Física, professor visitante)

Os professores Luiz Carlos de Abreu e Júlio Fabris também têm vínculo com instituições estrangeiras, por causa de pesquisas internacionais. Abreu está ligado à University of Limerick, na Irlanda, e Fabris à National Research Nuclear University MEPhI, na Rússia.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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