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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Tem mais pasto do que floresta no município da Serra

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

Área de pastagem com o Mestre Álvaro ao fundo na região de Aroaba, zona rural da Serra. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra/05-11-19 

Hoje (21) é Dia da Árvore (21), véspera de primavera. Apesar de ser uma data de celebração, a realidade das árvores na Serra não é tão animadora assim. É que há mais pastos do que matas no território do município.

Segundo o Atlas da Mata Atlântica elaborado pelo Governo do ES, 25,7% dos 547 km2 do território do município ainda possuem matas nativas. Destes, 15,1% são de florestas em estágio avançado e 10,6% em estágio inicial de regeneração. Já as pastagens ocupam 28,9% do território.

Os números são referentes aos anos de 2012 e 2013, os mais recentes disponíveis. E o Governo Estadual promete nova atualização deles em breve, uma vez que nesta segunda-feira (21) anunciou que finalizou a coleta de novas imagens da cobertura florestal no ES. O material servirá de base para atualizar o Atlas.

Ainda no levantamento de 2012 e 2013, outro dado chamou a atenção: nada mais nada menos que 6,3% do território da Serra são ocupados por eucaliptais. A porção mais próxima do litoral entre Jacaraípe e Nova Almeida – incluindo a bacia da lagoa Juara e do rio Reis Magos – possui extensas áreas de monoculturas de eucalipto da Suzano (ex-Fíbria e ex-Aracruz Celulose).  Segundo o documento, a produção de eucalipto é o principal cultivo agrícola do município, seguidos pelo café (1,4% do território) e seringueira (1,3%).

A números apontam ainda que a outra metade do território serrano eram ocupadas por outras atividades, dentre elas as áreas urbanas e rodovias.

Perda de matas para novas

rodovias e dragagem de rio

Após a última atualização do Atlas em 2013, houveram perdas de mata nativa na Serra provocadas por obras públicas. Uma delas é a dragagem do rio Jacaraípe.

Iniciada em 2014 e até hoje com um trecho em andamento, a obra tocada pela Prefeitura gerou desmate de 6 hectares entre manguezais e matas ciliares. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Serra (Semma) prometeu recuperar o dobro dessa perda na região do Alphaville Jacuhy, na Área de Proteção Ambiental (APA) Manguezal Sul, perto da divisa com Cariacica e Vitória.

Outra obra que gerou desmate é a construção do Contorno de Jacaraípe (ES 010). De responsabilidade do governo do ES, a obra foi paralisada em 2014. Mas também provocou desmate.

A construção do contorno do Mestre Álvaro gerou desmate de 34 hectares em área de preservação permanente, como este nas nascentes do ribeirão Joara em Muribeca. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra/ 03 – 03 – 20

Mais recentemente o Contorno do Mestre Álvaro (BR 101), obra que está sendo executada pelo Governo Federal, também gerou desmate 34,4 hectares de florestas em estágio inicial e médio em Áreas de Preservação Permanente (APP). Licenciador da obra, o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) informou que como compensação pelo desmate foram depositados R$ 375,2 mil na conta do Fundágua, que dentre as ações financia recuperação de florestas em torno de rios e nascentes.

Os responsáveis pela obra ainda terão que recuperar uma área de 10 hectares no município de Santa Teresa, completa o Iema.

Desmatamento autorizado pelo estado

Em julho de 2016 Tempo Novo noticiou com exclusividade a derrubada de uma área de mata Atlântica numa região de difícil acesso entre Jacaraípe e Putiri. O desmate foi autorizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) para uma extensão de 5,5 hectares.

Desmate autorizado pelo Estado há quatro anos em Putiri gerou polêmica. Foto: Arquivo TN/Bruno Lyra/

Mas segundo a Semma, que fiscalizou o local, pode ter atingido área de 13 hectares. Na época o Idaf não informou que tipo de uso teria o terreno desmatado.  Na região, além de algumas matas remanescentes entre a lagoa Juara e o rio Reis Magos, só há cultivo de eucalipto. O caso também gerou fiscalização da Polícia Ambiental, que encaminhou a situação ao Ministério Público.

Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal.

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