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quinta-feira, 13 maio - 2021
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Tamanduá-mirim visita residência em bairro da Serra e é resgatado

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

O tamanduá-mirim estava fisicamente bem e saudável e foi devolvido a seu habitat natural. Foto: Divulgação

A Serra tem diversos resquícios de mata atlântica e regiões de matinhas espalhadas por toda a cidade e de vez em quando um animal silvestre dá as caras em meio às residências. E na manhã desta terça-feira (6), um tamanduá deu as caras no bairro Caçaroca, região da Serra Sede. O animal foi resgatado e devolvido para seu habitat natural.

Luciano Barros Campos, conta que o tamanduá apareceu no quintal do vizinho e os cães ficaram alvoroçados, tentando pegá-lo. “Vimos que era um tamanduá e ele subiu numa castanheira, ligamos para a Polícia e falamos com a Prefeitura que rapidamente enviou fiscais do meio ambiente para buscá-lo em segurança”.

Ele conta que sempre tem casos como este no bairro. “Eles vêm devido à proximidade com a BR e o cinturão verde que temos aqui na comunidade. Existe muito sagui, gambá, bicho preguiça. De vez em quando eles vêm até o quintal e a cachorrada da rua fica alvoraçada. Mas sempre chamamos os órgãos competentes para tomar as devidas providências e afastar o pessoal curioso, as crianças ficam doidas. Esse mini-tamanduá que tem vida noturna, ele estava bem estressado e cansado e vigiamos até o pessoal chegar”, afirma Luciano.

O biólogo Cláudio Santiago, disse que o tamanduá é da espécie Tamandua tetradactyla, conhecido popularmente como tamanduá-mirim ou tamanduá de colete. É um mamífero de pequena estatura. “Este é um adulto, ele é pequeno mesmo, por isso o nome tamanduá-mirim”.

Cláudio disse ainda que o animal tem ocorrência em todo o território nacional e não está em nenhuma lista de espécie ameaçada, mas é um animal que infelizmente é predado para alimentação em alguns lugares e é muito atropelado em estradas. “Trabalhei no Pará e no Amazonas e a gente vê por lá muito tamanduá atropelado, mas é muito mesmo. Chega dar uma angústia, isso acontece porque eles são muito lentos”, destaca o biólogo.

Santiago também disse que o tamanduá-mirim é inofensivo e contou mais sobre a espécie. “Eles fazem toca em pedaço oco de árvore para descansar, em toca de tatu desabitada ou em alguma cavidade natural que eles encontrem. Se alimentam de cupim e formiga e podem se alimentar tanto no chão quanto nas árvores, pois é um bicho terrestre arborícola, ou seja, ele se dá bem nos dois ambientes com bastante desenvoltura. Vive escalando árvores e tudo mais”, especifica.

Um tamanduá-mirim adulto pode chegar a 60 centímetros. “Eles chegam na faixa de 7 quilos e outro aspecto interessante deste animal é que ele bota um filhotinho a cada gestação e o carrega nas costas. Em média pode viver uns 14 anos. Ele habita floresta, matinhas menores e até mangues já ouvi dizer que ele foi encontrado, é mais pela temperatura, ele não gosta de regiões muito frias. Quando ele se sente ameaçado ele fica nas duas perninhas de trás e abre os dois bracinhos e fica com eles abertos, quando a ameaça chega perto ele fecha os braços rapidamente”.

Os tamanduás também não têm diferença de macho e fêmea a olho nu. “É o que a gente chama dimorfismo sexual, eles não apresentam dimorfismo, então macho e fêmea são muito parecidos. Para saber o sexo, é necessário ver a região genital para saber quem é quem”, explica.

Por fim, Cláudio pontua que a população deste animal está em declínio no Brasil. “Principalmente por conta da pressão da população e perda de habitat, seja por principalmente incêndios, atividade agrária, caça para consumo e pele, desmatamento, como também pela malha viária por conta de atropelamento”.

O animal foi resgatado pela Fiscalização de Meio Ambiente. Foto: Divulgação

O resgate do tamanduá, foi feito pela Fiscalização Ambiental da Serra e o animal que estava saudável e fisicamente bem foi devolvido para uma região de mata.

Segundo Ronaldo Freire, participaram deste resgate os Auditores Fiscais de Atividades Urbanas de Meio Ambiente, Wandel Azevedo, Eleir Carvalho e Elizeth Botelho.

Serviço:

Fiscalização Ambiental da Serra

Telefone: 99951-2321/ 0800 283 9780

E-mail: [email protected]

Cetas – Centro de Triagem de Animais

Telefone: 27 3241-8374

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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