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sábado, 04 de abril de 2020

A Serra segue bipolar

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Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

O resultado apurado nas urnas mostraram que a Serra, politicamente, continua polarizada entre o prefeito Audifax Barcelos (PSB) e o ex-prefeito e agora eleito deputado federal, Sérgio Vidigal (PDT). Praticamente não há margens para uma terceira via, considerando que o desempenho local de outras lideranças, como Roberto Carlos (PT) e Vandinho Leite (PSB), não foi satisfatório e não os remetem a um enfrentamento que possa levar algum deles à vitória.

 

Há quatro anos, Audifax disputava uma eleição de deputado federal e obteve no total 161.856 votos, equivalente a 8,58% dos votos válidos, de um total 2.521.991 eleitores que tinha o Espírito Santo naquela eleição. Agora, quatro anos depois, Vidigal obteve 161.744 (112 votos a menos que Audifax), correspondente a 9,01% dos votos válidos, para um eleitorado total de 2.628.513 eleitores.

 

Se o resultado das urnas, nas duas eleições, mostrou números bem parecidos em nível estadual, no âmbito municipal não é diferente. Audifax em 2010 obteve na Serra 93.797 votos, disputando localmente contra Sueli Vidigal, com o seu esposo no cargo de prefeito. Foi uma disputa dura, acirrada, traumática, na qual Audifax levou grande vantagem.

 

Nesta agora, Vidigal obteve 96.968 votos, suplantando Audifax em 3.171 votos. A diferença dessa eleição para a de 2010 é o aumento do eleitorado e o adversário local que Vidigal enfrentou, que Vandinho Leite (PSB), de um porte muito inferior à Sueli.

 

Vitória com ressalvas

 

Vidigal foi o mais votado, mas não conseguiu puxar o seu estadual, Nacib Haddad (PDT); não conseguiu fazer de Hartung o mais votado para o Governo e nem Coser o mais votado para o Senado, títulos que ficaram com Casagrande e Neucimar Fraga, candidatos de Audifax.

Na cota do prefeito pode-se colocar ainda participação na vitória de Bruno Lamas.

Roberto Carlos, com os seus pouco mais de 20 mil votos na Serra para governador, não se cacifou para ser uma terceira via eleitoral no município. Se houver uma disputa para prefeito em 2016, entre os gigantes Vidigal e Audifax, Roberto Carlos pode até ser um terceiro nome, mais para tentar levar a disputa para um segundo turno do que ser uma forte opção para ganhar a eleição.

 

Vandinho, Manato e Givaldo

 

O mesmo se aplica a Vandinho Leite depois de ter um fraco desempenho dentro do seu reduto eleitoral. O fato de ter tido só 25 mil votos e não ter sido eleito, deixou-o enfraquecido para uma disputa de prefeito.

Apesar de terem sido vitoriosos nas urnas, Manato e Givaldo tiveram um desempenho na Serra muito baixo para almejar uma candidatura vitoriosa de prefeito em 2016. Manato teria que trazer seu título de volta para a Serra e Givaldo fazer um grande trabalho local, pois, no que tange os seus méritos, a boa votação de Vidigal o ajudou muito.

 

Bruno Lamas não entra nessa lista porque dificilmente o PSB daria legenda para ele disputar a eleição de prefeito em 2016, a menos que mudasse para um partido que venha a ser fundado até o ano que vem.

Olhando por esse prisma, pode-se afirmar que a Serra é 50% Audifax e 50% Vidigal, não há terceira via e nem tem tempo de surgir, a menos que aconteça algo muito grave ou surpreendente, que tire um do caminho de 2016.

Reservada

Há uma conversa muito reservada e que carece de confirmação, de um acordo entre Vidigal e Hartung, onde o primeiro cumpriria o seu mandato e seria candidato a governador em 2018, na saída de Hartung, que não disputaria a reeleição.

Se existe ou não o acordo, só os dois sabem e nenhum deles irá confirmar isso agora, tão cedo. Portanto só o tempo é que dirá.

 

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