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segunda-feira, 06 de julho de 2020

Serra diminui gastos para evitar demissão de professores

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Em dois meses a Serra deixou de receber R$ 7,3 milhões dos governos Federal e do Estado para pagar professores. Foto: Everton Nunes/Prefeitura da Serra

O impacto econômico da pandemia vem atingindo a arrecadação pública em todos os níveis e na Serra não é diferente. Em abril e maio, a cidade deixou de receber R$ 7,3 milhões do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), dinheiro usado para pagamento de professores, a maior queda entre as 78 cidades capixabas. Por conta disso, a Prefeitura tenta reduzir custos para evitar a demissão dos professores em Designação Temporária (DT´s).

Segundo o secretário de Educação da Serra, Gelson Junquilho, não existe nenhuma definição sobre demissões de professores temporários e a folha de pagamento está mantida por enquanto. “Estamos diminuindo os custos por meio de contratos administrativos terceirizados, despesas diversas na Sedu e, por enquanto, não há conversa ou perspectiva de demissão”, explicou Junquilho no último dia 02 de junho.

A Secretaria de Educação da Serra (Sedu), informou que a rede municipal tem 2.418 professores em designação temporária e 3.079 efetivos. E acrescentou que não há qualquer conversa que aponte para redução de benefícios aos efetivos por conta da queda dos repasses.

Apesar de ser repassado pelo Estado, o Fundeb também conta com recursos federais. A queda na Serra foi a maior entre as cidades capixabas no último bimestre, seguida por Vila Velha e Vitória (-R$ 6 milhões ambas), Cariacica (-R$ 4,7 milhões) e Cachoeiro (-R$ 2,5 milhões). Os números são da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes).

A entidade alerta que pelo menos metade dos 78 municípios capixabas – justamente aqueles que mais dependem de repasses – terão que demitir professores DT´s. Por ora, não é o caso da Serra e de outras cidades maiores que tem receita própria mais robusta. O problema é que a crise econômica e a consequente queda na arrecadação não tem prazo para acabar, pois o país segue sem perspectiva de controle da pandemia.

Sem previsão de volta às aulas

Desde 23 de março as aulas estão suspensas para os 70 mil alunos da rede municipal de ensino, distribuídos nas escolas de Ensino Fundamental e CMEIS (creches). Segundo a prefeitura da Serra, ainda não há previsão de retorno das aulas presenciais, que só voltarão a ocorrer após o fim do isolamento social.

“A Sedu tem se organizado para cumprir com todos os seus compromissos e está pronta para voltar às aulas, assim que os órgãos de saúde se manifestarem a favor”, diz nota envida à reportagem.

Exercícios on line

No início de maio, a Sedu lançou atividades pela internet para os estudantes da rede municipal. As atividades podem ser acessadas aqui.

Também no início de maio, a Prefeitura havia afirmado o desejo de cumprir as 800 horas presenciais previstas para o cumprimento do ano letivo. Situação que fica agora cada vez mais difícil de ser cumprida em 2020 por conta do avanço da pandemia.

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