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quinta-feira, 02 de julho de 2020

“Se tivesse que começar hoje, eu não seria professora”

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Professores enfrentam diversas dificuldades nas suas rotinas. Foto: Divulgação/PMS

Baixos salários, violência e falta de investimentos. Estes são apenas alguns dos grandes desafios que fazem a professora de sociologia, Fabíola Cerqueira, afirmar que se fosse começar sua carreira profissional nos dias atuais, ela não escolheria o ramo da educação. Para a profissional que leciona há 19 anos, não há investimento na docência.

Nesta terça-feira (15), é comemorado o ‘Dia do Professor’. E nesta data tão importante, o TEMPO NOVO conversou com profissionais que contaram quais os seus principais desafios enfrentados diariamente nas salas de aula. Da rede pública estadual, Fabíola afirma que além dos baixos salários, o desrespeito dos alunos e a falta de atenção de algumas famílias são alguns dos problemas.

“A docência traz muitos desafios. Os baixos salários mostram o descaso com a profissão, mas isso já é de conhecimento de todos. No serviço público enfrentamos ainda a falta de formação continuada. Não há investimento. Além disso, temos que conviver com o desinteresse de boa parte dos alunos e com o descaso das famílias. Para se ter uma ideia, nas reuniões de pais, apenas a família dos bons alunos comparecem, ou seja, os estudantes mais difíceis ficam apenas por conta da escola”, destacou a professora.

Por conta desses e de outros problemas, como violência física e verbal, Fabíola afirma que se fosse escolher sua profissão nos dias de hoje, ela não se tornaria uma professora. “Outro desafio é a falta de respeito de uma parte dos estudantes. Não gostam de seguir regras e nos desafiam o tempo todo. Estou há 19 anos na sala de aula, se tivesse começar hoje, não seria professora, apesar de colecionar boas histórias de afeto ao longo de todos esses anos”, disse Fabíola.

“O descaso com a profissão é uma violência”

Para o professor de História, José Quirino, que ao contrário de Fabíola, nunca sofreu violência física e verbal, o descaso com sua profissão é um dos maiores problemas. “Precisamos ser valorizados como profissionais. Nunca sofri violência física ou verbal não, porém o descaso com a profissão é uma violência”, afirma.

Fabrício Rufino, também da rede pública, já sofreu violência verbal na sala de aula. “Nunca tive problema com violência física, mas já sofri verbal. A profissão dos professores ainda é pouco valorizada e falta investimento, além de respeito”, conta o professor de História.

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