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Serra, 27 de Abril de 2018 às 10:16

Samarco terá que indenizar pescadores da Serra


 

Pescadores de Jacaraípe: por enquanto a medida vai beneficiar profissionais que moram na Serra e atuam na Enseada do Suá e pescavam camarão na foz do rio Doce. Porém, pode abrir precedente para pescadores de outras localidades. Foto: Arquivo TN

Clarice Poltronieri

Pescadores de camarão que moram na Serra serão indenizados pela Samarco (Vale + BHP Billiton) por conta da lama derramada no rio Doce e no mar. É que a Fundação Renova (criada pela Samarco para gerir indenizações) finalmente reconheceu como atingidos pescadores de camarão da Enseada do Suá, em Vitória, local onde também trabalham profissionais que moram na Serra.

O principal ponto pesqueiro de camarão no litoral do ES foi o mais atingido pela lama: a foz do rio Doce e entorno. E há um ano e meio os pescadores da Enseada reivindicavam a inclusão nos programas de indenização da mineradora.

“Estamos falando de quem trabalha com camarão na Enseada do Suá. Tem gente de todo lugar. No meu barco tem dois moradores da Serra-Sede e conheço mais uns três serranos que saem para pescar na Enseada”, afirma o presidente Sindicato dos Pescadores e Marisqueiros do Espírito Santo (Sindpesmes), João Carlos da Fonseca ‘Lambisgoia’.    

Segundo o presidente da entidade, Braz Clarindo Filho, o Xará, será formado um grupo de trabalho com representes da Samarco e outras instituições que estão acompanhando o caso, para cadastrar os impactados que têm direito à indenização. “Estimamos que pelo menos 500 pescadores tenham direito”, adianta. 

Xará acrescentou que todos que pescavam camarão na foz do rio Doce foram e estão sendo afetados desde a chegada da lama, em 22 de novembro de 2015, dezessete dias após o rompimento da barragem em Minas Gerais.  

Para que os pescadores possam ter perspectiva de receber, a Renova firmou no último dia 11 de abril junto à Defensoria Pública Estadual, ao Movimento dos Atingidos por Barragens, Ibama, ICM-Bio e Sindpesmes, para cadastrar os profissionais e analisar o caso de cada um.

 A defensora pública do Estado do Espírito Santo, Mariana Andrade Sobral, disse esse foi o primeiro passo para uma demanda antiga. “A Renova usava um critério abstrato para reconhecer os impactados, que era o local de residência, desconsiderando a característica itinerante da profissão. Agora abriu um precedente em que considera o real impacto que teve, independente da residência”, pontua.

A assessoria de imprensa da Renova disse, por nota, que serão feitos cadastros onde a definição dos documentos comprobatórios será realizada de forma coletiva, com os grupos envolvidos, inclusive com órgãos ambientais do setor, para depois avaliar cada caso e calcular os danos.




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