Samarco se nega a fazer obra  para reduzir estrago da lama no ES

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Situação da foz do rio Doce e do mar no final de 2015: lama continua descendo pelo rio até hoje. Foto: Marcelo Lourenço/ Arquivo Pessoal
Situação da foz do rio Doce e do mar no final de 2015: lama continua descendo pelo rio até hoje. Foto: Marcelo Lourenço/ Arquivo Pessoal

A Samarco (Vale + BHP) está se negando a construir uma represa de concreto e comportas no rio Pequeno, que liga a lagoa Juparanã ao rio Doce em Linhares. E com isto, impedir a contaminação da lagoa com a lama de rejeito de mineração presente no rio Doce por causa do desastre crime/Ambiental de Mariana em 2015.

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Por conta de uma barragem improvisada de terra que a Samarco fez, a lagoa Juparanã encheu e inundou comunidades nas cidades de Linhares e Sooretama. A construção de represa definitiva dotada de comportas havia sido determinada pela vara da Fazenda Pública, Registros Público e Meio Ambiente de Linhares, no início de setembro.  Mas a Samarco obteve liminar do Tribunal de Justiça do ES cassando a decisão no último dia 04 de setembro.

Agora a mineradora, através da Fundação Renova, está aprofundando um canal alternativo ao lado da barragem de terra improvisada. O canal será reaberto neste sábado, o que vai gerar aumento do nível do rio Pequeno. E aí 56 famílias terão ribeirinhas que estão abaixo da barragem improvisada terão que deixar suas casas em Linhares.

A Renova alugou casas e quartos de hotéis para essas pessoas ficarem até o final de março, quando acaba a estação chuvosa.   

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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