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quinta-feira, 02 de julho de 2020

Rubéola e paralisia infantil podem voltar a circular no ES

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Governo pede que população se vacine. Foto: Everton Nunes / Secom PMS

Após o surgimento de um caso de sarampo no Espírito Santo, a Secretaria Estadual de Saúde está preocupada com o aparecimento de outras doenças que já estavam eliminadas ou controladas no Brasil. Para evitar mais casos de sarampo, ou o retorno da poliomielite (paralisia infantil) e a rubéola, o Estado criou uma campanha de multivacinação e pede que a população mantenha as vacinas em dia.

De acordo com a Sesa, a meta do Estado é vacinar o maior número de pessoas o quanto antes possível, pois quanto mais rapidamente as metas forem alcançadas, mais efetivo é o bloqueio. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Danielle Grillo, as taxas de cobertura vacinal para diversas doenças vêm caindo de forma acelerada nos últimos anos, o que deixa o Estado em alerta.

“O Programa de Imunizações foi tão bem-sucedido ao longo dos anos que conseguiu erradicar, eliminar e controlar doenças, e isso fez com que elas desaparecessem ou diminuíssem drasticamente. Sendo assim, muitas pessoas passaram a acreditar que determinadas doenças não existiam mais e descuidaram da vacinação”, disse a coordenadora.

>Veja onde e como se vacinar contra sarampo na Serra

Daniele também afirma que as fakes news sobre vacinas nas redes sociais também tem ajudado no aumento de pessoas que não querem se vacinar. De acordo com ela, frases como “A vacina é mortal”; “Essas doses já mataram milhares”; “Não vacine seus filhos. É um risco”, têm sido amplamente compartilhadas nas redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp.

“Essas informações são infundadas, mentirosas e apelativas, e colocam a saúde da população em risco. As vacinas são produzidas por substâncias e microrganismos inativados ou atenuados que são introduzidos no organismo para estimular a reação do sistema imunológico quando em contato com um agente causador de doenças”, explica.

Vale destacar que, de acordo com o Ministério da Saúde, não há casos de paralisia infantil e rubéola no Brasil. No ano passado, a pasta já tinha divulgado um alerta para a baixa taxa de vacinação.

Primeiro caso de sarampo em seis anos

Há seis anos, o Espírito Santo não registrava nenhum caso de sarampo. Mas isso mudou, quando uma moradora de Cariacica voltou de São Paulo com o vírus e colocou todo o Estado em alerta. Além desse caso, outras duas pessoas estão com suspeita da doença e aguardam o resultado final.

Na Serra, não há nenhum caso confirmado ou suspeito da doença. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, há anos não é registrado um morador que contraiu a doença. O primeiro caso deste ano confirmado no Estado é de Cariacica e a paciente já está bem.

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