Reforma política foi pífia reclamam deputados

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Parlamentares capixabas lamentam o fato de a reforma resultar em poucas mudanças. Fotos: Arquivo TN
Parlamentares capixabas lamentam o fato de a reforma resultar em poucas mudanças. Fotos: Arquivo TN
Lelo Coimbra lamenta o fato de a reforma resultar em poucas mudanças. Fotos: Arquivo TN

Por Conceição Nascimento

Com 420 votos a favor, 30 contrários e uma abstenção, a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, na noite da última terça-feira (7), a proposta de emenda à Constituição (Pec) da reforma política. O texto deverá ser aprovado também em dois turnos no Senado. Deputados avaliam como tímida a reforma.

É o caso de Carlos Manato (SD). “O resultado foi pífio, o maior avanço foi o fim da reeleição”, disse.

Manato avalia o resultado como "pífio". Foto: Arquivo TN
Manato avalia o resultado como “pífio”. Foto: Arquivo TN

Pífio também foi o adjetivo utilizado pelo deputado Lelo Coimbra (PMDB) para avaliar a reforma. “O esforço do presidente em passar o sistema Distritão derrotado não nos permitiu evoluir em nada substantivo. Passou o fim da reeleição e o mandato de cinco anos. Não sei se o Senado manterá. E campanha mais curta, 45 dias. tínhamos alguns pontos que trariam grandes mudanças como o fim das coligações e cláusula de barreiras, se apenas ambas fossem aprovadas”

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Já Sérgio Vidigal (PDT) conta que foi favorável ao fim da reeleição e contra o financiamento privado e as coligações. “Neste cenário, ressalto que recente pesquisa do Instituto Data Folha aponta que 74% da população é contra o financiamento privado de campanhas”, observou.

Vidigal votou pelo fim da reeleição. Foto: Arquivo TN
Vidigal votou pelo fim da reeleição. Foto: Arquivo TN

Algumas questões polêmicas da reforma serão discutidas na próxima semana. São elas o financiamento de campanha, reeleição, duração do mandato e a ‘janela da infidelidade’, que é o prazo para que parlamentares possam trocar de partido sem perder o mandato.

Mandado de segurança

Com o argumento de que o plenário aprovou duas vezes a possibilidade de doação às legendas, o que seria inconstitucional, 61 deputados de seis partidos (PT, PPS, PCdoB, PSOL, PSB e Pros) entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão da tramitação da Pec.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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