Queimado pode ser tombado como patrimônio histórico nacional

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O plano de restauro está em captação de recursos. O projeto custou R$ 106 mil. Já o restauro em si, foi orçado em R$ 3,7 milhões. Foto: Divulgação

 

Quando for revitalizada as ruínas devem ficar como o projeto divulgado pelo município. Foto: Divulgação

O sítio histórico do Queimado, palco de uma das maiores revoltas de escravos do Brasil, a Insurreição do Queimado poderá ser tombado como patrimônio histórico nacional. A proposta foi divulgada no último dia 31 quando representantes do governo Federal, Estadual e Municipal estiveram visitando as ruínas.

Estiveram presentes o secretário nacional de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, Erivaldo Oliveira da Silva, presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura, além do prefeito Audifax Barcelos e gestores de Promoção da Igualdade Racial representantes do Governo Federal por meio do Ministério da Educação, Secretaria Nacional de Juventude/ Segov-PR, Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Secretaria de Assuntos Federativos/Segov, entre outros.

A secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Lourência Riani, conta que o Queimado é uma prioridade para o Governo Audifax em 2018. “Em 2015 nós apresentamos o projeto de revitalização das ruínas em Brasília, junto a ministros, Fundação Palmares e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ao mesmo tempo solicitamos o tombamento nacional do Sítio Histórico do Queimado. A partir deste momento o Iphan faz projetos para dois estudos. Um deles é o estudo e a prospecção arqueológica no sítio histórico, este será realizado e assumido pelo município e deve custar cerca de R$ 130 mil. A revitalização só pode ser feita depois deste estudo. Temos tido reuniões sistemáticas com Iphan que vem nos orientando e já estamos em processo licitatório para este estudo”, destaca.

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Autoridades durante visita ao sítio histórico no último dia 31. Foto: Divulgação

Lourência disse também que a maior preocupação da Prefeitura da Serra são as ruínas. “O estudo que estamos fazendo em cima deste projeto de revitalização é separar, fazer por etapa, a primeira é separar o que é obra e o que necessita para manter erguidas as ruínas. O entorno e sua envolta pode ser numa segunda e numa terceira etapa. O que nós temos que fazer é a manutenção das ruínas para elas não caírem”.

A cargo do Iphan ficará o estudo INRC (Inventário Nacional de Referência Nacional) que será bancado pela Fundação Palmares que deve custar R$ 150 mil. “Ao final deste inventário é que se toma a decisão de dar o tombamento nacional ou o registro histórico nacional”.

Seminário

Neste final de semana acontece o Seminário Queimado que irá tratar das perspectivas da legalidade territorial e do projeto arqueológico de restauração e de revitalização das ruínas.

O evento será na sexta-feira (23) a partir das 18h30 e no sábado (24) das 8h30 às 18h30 na  paróquia São José Operário, em Carapina (ao lado do colégio Rômulo Castelo). A realização é do Fórum Chico Prego.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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