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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Queda na produção da Vale já afeta indústria capixaba

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Trabalhadores de terceirizada da Vale protestam por melhores salários e contra demissões. Foto: Bruno Lyra/Arquivo TN)

A redução das atividades da Vale após o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG) já atingiu em cheio a economia do Espírito Santo. A produção industrial capixaba, em fevereiro, apresentou em uma pesquisa o pior desempenho entre os locais estudados: foram 9,7% de queda em relação a janeiro na série livre das influências sazonais e 11,7% em comparação a fevereiro do ano passado.   

A conclusão é do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), baseada nos dados apontados por pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E a redução das atividades da Vale está ligada a essa queda, já que o setor com maior retração foi a indústria extrativa (segmento de minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e óleos brutos de petróleo), com queda de 21%; seguida pela fabricação de celulose, papel e produtos do papel (14,7%) e na metalurgia (4,5%), setor este também ligado à cadeia produtiva do minério.

De acordo com a pesquisa, o aumento na produção industrial foi apenas na fabricação de produtos alimentícios (9,5%) e fabricação de produtos minerais não-metálicos (3,0%).

A Vale estima que a suspensão das atividades em diversas barragens espalhadas pelo estado de Minas Gerais e a conseqüente interrupção da extração de minério devem reduzir a produção de pelotas de minério em 11 milhões de toneladas por ano. A empresa não detalha quanto será essa redução por cada unidade produtiva.

Só no Complexo de Tubarão, a mineradora produziu 33,3 milhões de toneladas em 2018. E tem como principal cliente a ArcelorMittal Tubarão, que fabrica placas de aço usando minério pelotizado como insumo. 

Esse cenário também impacta as exportações feitas pelo Porto de Tubarão. Por ele, foram embarcados 99,7 milhões de toneladas de minério de ferro em 2018. A empresa já admite queda de 24% da sua produção global de minério de ferro no país, mas não detalha quanto será em Tubarão.

A Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM, que passa pela Serra, também pode sofrer grande impacto, considerando que, em 2018, dos 137 Mt de produtos que circularam na ferrovia, 85% foram minério de ferro (116,5 Mt). As informações foram retiradas do relatório “Produção e vendas da Vale no 4T18” e do “Balanço da Vale Espírito Santo 2018”.

Enquanto este cenário se desenrola, trabalhadores de terceirizada da Vale vem protestando contra demissões e baixos salários. Na última semana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos  (Sindimetal), Max Célio de Carvalho, disse que a entidade está atuando para evitar que haja demissões.

Arcelor preocupada com a paralisação de duas siderúrgicas no estado

A ArcelorMittal, principal cliente da Vale, já demonstrou preocupação em ter sua produção afetada por falta de fornecimento de matéria-prima ao declarar que espera que a mineradora priorize seus parceiros locais.

Entre fevereiro e março, duas empresas situadas em solo capixaba que dependem do fornecimento da Vale – as siderúrgicas CBF, em João Neiva, e Santa Bárbara, em Cariacica – chegaram a ter as atividades paralisadas por falta de matéria-prima.

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Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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