Conhecida por ter famosos no desfile, a Acadêmicos do Grande Rio tem se tornado uma das escolas de samba mais populares na Marquês de Sapucaí. Nesse ano, a agremiação de Duque de Caxias vai atrás do segundo título na história, com Virgínia Fonseca como rainha de bateria. Mas quando é o desfile e onde assistir?
Que dia vai ser o desfile da Grande Rio?
A Grande Rio entra na Marquês de Sapucaí na terça-feira de carnaval, dia 17 de fevereiro, às 1h da madrugada, com transmissão ao vivo da TV Globo. Neste último dia também desfilam as agremiações Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel e Acadêmicos do Salgueiro. Em 2026, os desfilem ocorrem em três dias, com o início no domingo, 15.
O desfile marca a estreia de Virginia Fonseca, empresária e influenciadora digital como rainha de bateria no lugar de Paolla de Oliveira, que deixou o posto no ano passado, após sete anos de reinado.
Para o Carnaval de 2026, a escola leva para a Sapucaí o enredo “A Nação do Mangue”. A ideia é homenagear o Manguebeat, movimento que nasceu no Recife nos anos 90. Prepare-se para ver a mistura de maracatu com rock, hip-hop e a estética da “lama” de Chico Science, trazendo um alerta crítico sobre a desigualdade e a preservação ambiental.
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A escola terá entre 50 a 60 minutos para concluir o desfile.
- Enredo 2026 A Nação do Mangue
- Carnavalesco Antônio Gonzaga
- Diretor de Carnaval Thiago Monteiro
- Intérprete Evandro Malandro
- Mestre de Bateria Fabrício Machado (Fafá)
- Rainha de Bateria Virginia Fonseca
- Mestre-Sala e Porta-Bandeira Daniel Werneck e Taciana Couto
- Comissão de Frente Hélio Bejani e Beth Bejani
Qual é a história da escola de samba Grande Rio?
A fundação da escola de samba Acadêmicos do Grande Rio ocorreu oficialmente em 22 de setembro de 1988, no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O projeto original previa a criação do G.R.E.S. Acadêmicos de Duque de Caxias, mas a legislação da época exigia que novas agremiações fossem originárias de blocos carnavalescos para se filiarem à Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Para cumprir essa norma, os fundadores utilizaram a estrutura do G.R.B.C. Lambe Copo, um bloco do bairro Prainha que já era filiado à Federação dos Blocos.
O primeiro presidente eleito foi Milton Abreu do Nascimento, conhecido como Milton Perácio. A diretoria buscou o apoio de empresários locais para financiar a estrutura da escola, encontrando suporte na família Soares. Jayder Soares da Silva assumiu o cargo de Presidente de Honra e o deputado Messias Soares tornou-se o Patrono da instituição. Para que a escola pudesse estrear diretamente no segundo grupo de acesso, em vez de começar na quinta divisão, foi realizada uma fusão com a antiga escola G.R.E.S. Grande Rio, que já possuía os direitos de participação na categoria superior. A partir dessa união, a agremiação adotou o nome definitivo de Acadêmicos do Grande Rio e as cores verde, vermelho e branco, inspiradas no Fluminense FC.
Na história dos desfiles da escola, o ano de 2001 é lembrado pela inovação tecnológica introduzida pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. Durante a apresentação, o dublê norte-americano Eric Scott utilizou um equipamento de propulsão individual, conhecido como “rocket belt”, para voar sobre a passarela do Sambódromo. O dispositivo foi fabricado por uma empresa de efeitos especiais do Texas e o voo tornou-se um dos registros mais divulgados da história do Carnaval moderno no Rio de Janeiro.
Em 2004, a escola enfrentou problemas jurídicos com o enredo “Vamos Vestir a Camisinha, Meu Amor!”, também assinado por Joãosinho Trinta. O tema abordava a história do preservativo e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. A União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro e a Arquidiocese do Rio de Janeiro moveram ações judiciais para impedir a exibição de alegorias que continham representações de atos sexuais. Após vistorias do Ministério Público e do Juizado da Infância e da Juventude no barracão e na concentração, a escola foi obrigada a cobrir partes de três carros alegóricos e a modificar componentes para evitar a censura total das peças.
Qual a ordem dos desfiles do Rio de Janeiro?
Confira a ordem dos desfiles do Grupo Especial de 2026:
Domingo (15 de fevereiro):
- 22h: Acadêmicos de Niterói
- 23h30: Imperatriz Leopoldinense
- 1h: Portela 2h30: Estação Primeira de Mangueira
Segunda-feira (16 de fevereiro):
- 22h: Mocidade Independente de Padre Miguel
- 23h30: Beija-Flor de Nilópolis 1h: Unidos do Viradouro
- 2h30: Unidos da Tijuca
Terça-feira (17 de fevereiro):
- 22h: Paraíso do Tuiuti
- 23h30: Unidos de Vila Isabel
- 1h: Acadêmicos do Grande Rio
- 2h30: Acadêmicos do Salgueiro
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