Projeto de música em escola da Serra leva alunos a disputa nacional de fanfarra

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Foto: Jessica Romanha
A banda conta com a participação de alunos e ex-alunos da Emef Manoel Carlos de Miranda. Foto: Jessica Romanha

Em José de Anchieta a música tem transformado a vida dos alunos da Emef Manoel Carlos de Miranda. Na instituição vem desenvolvendo atividades com instrumentos musicais e o colégio já tem até Banda Marcial e Grupo de Percussão.

O sucesso do projeto é tanto, que os estudantes ganharam uma etapa do campeonato de bandas de fanfarra em Minas Gerais e entram para a disputa nacional, que acontece em Recife no fim do mês novembro.

Apesar de o projeto acontecer desde 2012 na escola, somente este ano a banda se inscreveu para participar de uma seleção. E logo na primeira tentativa, ao disputar com outras 25 bandas, em Além Paraíba (MG), foi campeã em sua categoria, Fanfarra Simples Tradicional.

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Ao todo, 44 alunos e ex-alunos, entre 10 e 20 anos, participam da banda, que já está com agenda cheia de competições. O maestro voluntário, Jeffeson Pereira de Souza, contou para a Prefeitura da Serra que para custear roupas, instrumentos e viagens há ajuda da escola, bem como da comunidade. “Fazemos rifas, bingos e pedimos ajuda de comerciantes locais. A escola também ajuda quando pode. Algumas competições estão com datas bem próximas, talvez não consigamos levantar recursos a tempo”, pontuou.

Segundo a diretora da Emef, Roseana Brumana do Nascimento, as programações não interferem nos estudos dos alunos, pois há uma força-tarefa entre professores, pais e alunos para organizar os conteúdos e aplicações de prova. “Já os ensaios acontecem à noite, quando eles não têm aula. Com certeza, o impacto da  banda na vida dos estudantes  é positivo, pois ela tem sido agente de transformação e suscitado comprometimento, disciplina, ética, melhora no rendimento escolar, diminuição das ocorrências disciplinares. Os pais têm aprovado e apoiado o projeto”, completou a diretora.

Para a Prefeitura da Serra, o aluno Edilson Bezerra da Silva, 16 anos, por exemplo, disse que participa dos projetos tocando os instrumentos quadriton e repique e liderando o grupo de percussão. “Não tenho palavras para descrever o que a música significa para mim. Ela transformou muita coisa. Antes eu só queria bagunçar na escola e passava muito tempo nas ruas. Mas, a música exige disciplina. Fez diferença na minha vida e na dos meus colegas”.

As informações são da Prefeitura da Serra.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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