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Procissão de São Pedro teve protesto contra petróleo

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O protesto ocorreu no último domingo (3) na procissão de São Pedro. Foto: Divulgação/ Fase
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O artista plástico Renato Filho produziu os adereços do barco em Manguinhos. Foto: Clarice Poltronieri
O artista plástico Renato Filho produziu os adereços do barco em Manguinhos. Foto: Clarice Poltronieri

No último domingo, a procissão de São Pedro em Vitória teve um barco diferente: o P-666, uma ‘plataforma’ de petróleo. Em meio a tantos barcos festivos em alusão ao santo, o P-666 se destacou pela irreverência. E o artista responsável pela obra, Renato Filho, vive em Manguinhos, onde produziu cada detalhe da alegoria.

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Decorado com uma miniatura de helicóptero, barris com símbolos de morte, uma torre de petróleo e algumas pessoas vestidas de executivos e seguranças armados, o barco foi criado para divulgar a campanha Nem um Poço a Mais, com o objetivo de levar as pessoas à reflexão sobre os impactos causados pela exploração do petróleo.

“A base da confecção foi madeira e tinta. Levei algumas semanas para produzir com a ajuda de um amigo, em Manguinhos. Depois transportamos até Vitória, para montarmos o P-666”, disse Renato.

O protesto ocorreu no último domingo (3) na procissão de São Pedro. Foto: Divulgação/ Fase
O protesto ocorreu no último domingo (3) na procissão de São Pedro. Foto: Divulgação/ Fase

Para executar o trabalho, Renato contou com o apoio de entidades que fazem parte da campanha Nem um Poço a Mais. Segundo o artista, o objetivo não é acabar com a exploração do petróleo, mas apenas alertar para os impactos  ambientais e sociais da atividade. “Os territórios pesqueiros estão sendo tomados pelas petroleiras e inviabilizando a pesca. Fora os problemas ambientais causados”, enfatiza.

A idealização do protesto foi da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) no Estado, em conjunto com mais de 50 organizações e instituições que assinam a campanha brasileira.

 

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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