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quarta-feira, 08 de julho de 2020

Prefeitura diz que nascente ressurgiu após reflorestamento no Parque da Cidade

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Bruno Lyrahttps://www.portaltemponovo.com.br
Repórter do Tempo Novo há mais de 10 anos, Bruno Lyra escreve para diversas editorias do portal, principalmente Economia e Meio Ambiente, das quais é o responsável.

Nascente do córrego Laranjeiras no interior do Parque da Cidade. Foto: Divulgação/Prefeitura da Serra

Três olhos d’água que abastecem o curso do córrego Laranjeiras brotaram no Parque da Cidade após anos de trabalho de reflorestamento no local. A informação foi divulgada pela Prefeitura da Serra nesta sexta-feira (05), data em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

A descoberta dos olhos d’água – porção de terreno onde o líquido acumulado no solo brota na superfície – foi feita pelo diretor do Parque, Nagibi Neto, que é o responsável pelo trabalho de enriquecimento vegetal do espaço. Nagibi é também biólogo e professor.

“É o presente do ano para o Parque da Cidade neste momento em que estamos passando por tantos problemas. Encontrei os olhos d´água há um mês e fiquei observando se o curso iria aumentar e se era realmente uma nascente, para ter certeza de que não se tratava de água acumulada da chuva ou alguma infiltração”, disse Nagibi em declaração divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura da Serra. O administração municipal é a responsável pelo Parque.

De acordo com Nagibi, as árvores funcionam como esponjas que atraem e armazenam as águas das chuvas, mantendo essa água na superfície próxima ao lençol freático. Quando não está chovendo, as árvores liberam essa água na atmosfera em forma de vapor, pelas folhas, e também no solo, por suas raízes. E essa água forma as nascentes.

“No passado, esse córrego nascia no Parque da Cidade e corria até Manguinhos. Com o tempo, as pessoas passaram a descartar lixo na região e a nascente sumiu. As obras de expansão do Parque, a retirada de lixo da área e o plantio de fragmentos da mata que inserimos na bacia do córrego, tudo isso contribuiu para que a nascente ressurgisse”, explicou Nagibi em declaração divulgada pela assessoria.

No momento, o Parque da Cidade está fechado ao público em função da pandemia da covid-19.

Espécies nativas da Mata Atlântica

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, em 2019 o Parque da Cidade ganhou novas 500 árvores. A secretária de Meio Ambiente (Semma), Áurea Almeida, declarou, também pela assessoria, que o plantio exerceu papel decisivo para o aparecimento dessa nascente do corrégo Laranjeiras no local.

“A nascente foi um verdadeiro presente. E é a maior comprovação da importância do reflorestamento. Limpamos a área, tiramos as espécies exóticas que atrapalhavam o desenvolvimento das demais árvores e reintroduzimos exemplares de espécies nativas”, explicou Áurea.

Na ocasião, foram inseridos exemplares de plantas nativas, como Ipê, Pau-Brasil, Pau-Ferro, Quaresmeiras e Pata-de-Vaca.

Riacho sofre com poluição e contamina

praias de Bicanga e Manguinhos

A boa notícia do ressurgimento de nascente no Parque da Cidade não esconde os problemas do córrego Laranjeiras. Na própria área vizinha ao Parque, o manancial recebe efluentes da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Valparaíso, gerida pela Parceria Público Privada (PPP) da Cesan/Ambiental Serra.

Após passar a área do Parque e a Av. Norte Sul, o córrego Laranjeiras teve o leito canalizado e asfaltado pela Prefeitura da Serra para atender demanda de moradores que ocupam área verde de Parque Residencial Laranjeiras.

Até sua foz, entre as praias de Bicanga e Manguinhos, o córrego recebe esgoto tratado ou não dos bairros Laranjeiras, Morada de Laranjeiras, Chácara Parreiral, Guaraciaba, Camará, São Diogo e Novo Horizonte.

Apesar da poluição, crianças e adultos tomam banho na foz do córrego. Pessoas já foram hospitalizadas após banho no local. Foto: Bruno Lyra/14-01-20

Ao chegar na praia suas águas não aparentam a intensa contaminação que recebe nas cabeceiras. Mesmo assim o córrego Laranjeiras oferece risco à saúde. Pessoas desavisadas que tomam banho em suas águas – muitas delas crianças – já tiveram problema de contaminação.

No início do ano, após um grupo de banhistas ir parar no hospital após entrarem nas águas do riacho, a Prefeitura interditou para banho o trecho da foz na praia entre Bicanga e Manguinhos.

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