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Porto ruim faz setor de rochas ter custo extra de R$ 1,6 mil por contêiner

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A pouca profundidade do Porto de Vitória é gargalo para a Serra. Foto: Divulgação
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A pouca profundidade do Porto de Vitória é gargalo para a Serra. Foto: Divulgação

Bruno Lyra

O Espírito Santo é o principal produtor e exportador de rochas ornamentais do país. E apesar de não sediar a atividade de extração, a Serra é o maior município produtor e exportador das pedras especiais que fazem a alegria de quem gosta de decoração, sobretudo na China e nos Estados Unidos, principais destinos das exportações capixabas.

Mas a atividade tem um gargalo. A ineficiência do porto de Vitória, que aumenta em U$ 500 (cerca de R$ 1,6 mil) o custo por contêiner de chapas polidas, um dos produtos exportados. A superintendente do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas), Olívia Tirello, explique que cada contêiner leva, em média, 20 toneladas.

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“Por conta da baixa profundidade do canal da baía de Vitória, no porto só atracam navios menores. As rochas são colocadas neste navio e, ao invés de seguirem para o norte, onde estão os principais mercados consumidores, acabam rumando para o sul. Lá atracam no porto de Santos, onde a carga é transferida para navios maiores. Só depois disto é que seguem para o destino. Além do custo maior, perde-se de 07 a 10 dias na operação”, explica Tirello.

Segundo Olívia, a deficiência impacta diretamente no arranjo produtivo da Serra, que possui cerca de 200 beneficiadoras de rochas. “De janeiro a julho a Serra produziu 26,8% das chapas polidas exportadas pelo Brasil. Nossa expectativa é a de que a dragagem do porto proporcione a entrada de navios maiores para que possamos fazer a exportação diretamente para os países compradores”, frisa.

Olívia acrescentou que a exportação de blocos de rocha, que é um produto com menor valor agregado, não sofre o problema na baldeação em Santos. No 1º semestre de 2016, 13,44% das exportações brasileiras desse produto saíram de empresas sediadas na Serra.  As rochas beneficiadas e exportadas pelo município são, em sua maioria, extraídas no noroeste capixaba, Vale do Jequitinhonha em Minas e sul da Bahia.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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