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domingo, 19 de janeiro de 2020

População paga taxa de esgoto, mas podridão toma conta do córrego Irema

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Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

Morador aponta poluição no córrego. Foto: Reprodução vídeo

“É o fim do córrego Irema” e “falta de vergonha na cara da Ambiental Serra”. Esse é o duro relato do líder comunitário Guilherme Lima, que registrou em vídeo, as condições de poluição que vive uma das micro bacias mais importantes da Serra, o córrego Irema. A região onde o vídeo foi gravado é em Portal de Jacaraípe e o córrego citado deságua na praia do balneário que recebe a maior quantidade de turistas do município.

As imagens mostram o córrego coberto de espuma, que é um indicador de poluição e falta de tratamento. Além disso, segundo Guilherme, no momento em que gravou o vídeo, a região estava sofrendo com forte odor.

Ele acusa a Ambiental Serra, que é parceira privada da Cesan, de investir apenas em obras de coleta de esgoto das residências, das quais é cobrado 80% a mais na conta de água. No entanto, a empresa não investe no tratamento, que aumentaria a qualidade do esgoto que é descartado no meio ambiente.

“Estão investindo em obras para ligar as residências na rede de esgoto só para ganhar mais dinheiro à custa do trabalhador. Mas não investem em tratamento que traz um retorno ao meio ambiente. Os córregos, rios e lagoas estão podres na Serra e o morador paga 80% a mais na conta de água. Um absurdo”, desabafa Guilherme que está revoltado com a situação.

O Irema começa no bairro Feu Rosa, nos fundo de uma fábrica de gelo às margens da Av. Eudes Scherrer.  E desde a fundação do bairro na década de 1980, existe uma estação de tratamento de esgoto, hoje operada pela parceria Ambiental Serra/Cesan.

A região drenada pelo córrego Irema possui estação de tratamento de esgoto (ETE). Mas isso não impede que o manancial, de apenas três quilômetros de extensão, seja um canal de águas imundas que contamina a praia de Jacaraípe.

Além dos questionamentos sobre a falta de investimentos no tratamento de esgoto, a Ambiental Serra já acumula R$ 4.5 milhões em multas por poluição, de acordo com a Prefeitura da Serra. Ao total, já foram 51 infrações e quase todas são por descarte irregular de esgoto. A Cesan, que fala oficialmente pela Ambiental Serra, foi procurada e assim que houver resposta, será publicada aqui.

 

 

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