Polarização do poder faz escola

0

Por Yuri Scardini

Com a proximidade da eleição de 2018, a cisão política iniciada em 2008, vai ficando cada vez mais exposta. As duas grandes lideranças políticas da cidade, o prefeito Audifax Barcelos (Rede) e o ex-prefeito, e atual deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), vão se engalfinhando nas várias eleições comunitárias de bairros na cidade, disputas muitas vezes radicalizadas e desproporcionais.

Há duas semanas, Vidigal voltou a reclamar publicamente em sua página no Facebook, acusando a prefeitura de transfigurar suas emendas, que na maioria das vezes, são para construção de unidades básica de saúde, em outras finalidades, como compra de remédio por exemplo. Sem entrar no mérito desta questão, escancara uma disputa que transcende o republicanismo político, de ambos os lados.

O pior, é que essas nocivas disputas parecem ser hereditária. O deputado Bruno Lamas (PSB), aliado de Audifax e o secretário de Estado, Vandinho Leite (PSDB), aliado de Vidigal, duas das jovens e pretensas lideranças políticas na rota de uma futura candidatura a prefeito da Serra, se chocam como nunca. Levando para o lado pessoal, chegando ao fato do irmão de 17 anos de Vandinho, ser convocado em uma CPI de Grilagem de Terra, onde Bruno Lamas é membro, para explicar suposto “memes” publicados na internet.

Com tal “hereditariedade”na polarização do poder, num futuro próximo, dificilmente a Serra vai conhecer um poder político hegemônico, tal como Vidigal protagonizou no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000.

Mas possivelmente teremos a continuidade de cenários agressivos e até nocivos para a cidade, diferente de situações com as de prefeitos como Luciano Rezende (PPS) em Vitória, Juninho (PPS) em Cariacia e até mesmo Max Filho (PSDB) em Vila Velha.

Mas e os problemas da cidade? Estes sim, vão ficando cada vez mais complexos e difíceis de serem superados, tanto num contexto mais imediato, quanto estrutural.

Comentários