Perda de R$ 200 milhões e 25 mil visitantes sem feira de rochas

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Autoridades locais em edição anterior da feira: crise na segurança pública do ES foi a razão do cancelamento. Foto: Divulgação / Câmara de Comércio Brasil Grécia

 

Autoridades locais em edição anterior da feira: crise na segurança pública do ES foi a razão do cancelamento. Foto: Divulgação / Câmara de Comércio Brasil Grécia

Caio Dias

A organização da Vitoria Stone Fair 2017, maior feira de rochas da América Latina, tinha expectativa de receber 25,5 mil visitantes de 58 países. O evento seria no Parque de Exposições de Carapina, Serra, entre os dias 14 e 17 de fevereiro deste ano, mas não foi isso que aconteceu. Por conta da crise de segurança que o Estado enfrenta desde o início da greve da PM há 20 dias, o evento foi cancelado o evento pode ter deixado de movimentar mais de R$ 200 milhões, já que essa era a expectativa de geração de negócios na edição do ano passado.

Com a não realização da 42ª edição da feira, vários tipos de negócios deixaram de ser feitos, o que impactou diversos segmentos. Fornecedores da feira, montadores de stands, pessoas contratadas para o evento, hotelaria e setor alimentício foram afetados diretamente. Eram esperados 350 expositores, de 22 países que já estavam confirmados, afirma Cecília Milanez, proprietária da empresa Milanez & Milaneze, empresa organizadora da feira.  

No Brasil, segundo o site do evento, existem 1.500 pedreiras em atividade e a produção é de 9 milhões de toneladas de rocha por ano. A exportação de rochas movimenta US$ 1,2 bilhões por ano, e um volume de 2,3 milhões de toneladas de pedra saem do país. Desse total, o Espírito Santo é responsável por 95% das vendas de manufaturados para o exterior. 10% do PIB do Estado é do setor de mármore.

Já a Serra cidade é a maior exportadora estadual do setor, com participação de 27% do total em 2015. O dado é do Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas). Grande parte da produção do município é constituída de chapas polidas de mármores, granitos e quartzitos.

Segundo dados do Sindirochas (Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo) atualmente a Serra conta com mais de 200 empresas de beneficiamento de rochas ornamentais, que geram cerca de 2,6 mil empregos. Mas não possui lavras de extração; os blocos de rochas brutas vêm de outros municípios.

Bares, comércio e indústria prejudicados

A reportagem do Jornal Tempo Novo, na última semana conversou com setores responsáveis pela indústria e comércio na Serra e no Espírito Santo, que também contabilizaram prejuízos pela falta de segurança. As estimativas de prejuízo na indústria da Serra, segundo a Findes foi de cerca de R$ 90 milhões. E todos os prejuízos do comércio do Estado foram de mais de R$ 330 milhões, segundo a Fecomércio. 

Por meio de nota, Wilson Vettorazzo, presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) afirma que o setor também foi atingido pela falta de policiamento que assolou o ES e que tinha expectativa de faturar mais com a movimentação provocada pela Vitória Stone Fair, que duplicaria o faturamento das principais casas da Grande Vitória.

 Proprietários de bares e restaurantes, além da que na movimentação, eles estão tendo mais prejuízos. Os gastos aumentaram e isso porque estão tendo que bancar transporte particular para os colaboradores, por conta da defasagem no transporte público.

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Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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