Operação prende Nego Bala e expõe esquema de roubos na Serra

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Apontado pela Polícia Civil como mentor do grupo, ‘Nego Bala’ foi preso durante operação que investiga furtos de veículos na Serra. Crédito: divulgação.

A Polícia Civil do Espírito Santo, por meio da Divisão Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), prendeu, nesta quarta-feira (14), um homem de 21 anos suspeito de integrar uma associação criminosa especializada em furtos de motocicletas no município da Serra. A prisão ocorreu no bairro José de Anchieta, na Serra.

De acordo com as investigações, o suspeito chamado Luiz Felipe Américo Constantino, vulgo “Nego Bala”, é alvo de diversos inquéritos conduzidos pela DFRV e integra um grupo criminoso que atuava de forma organizada na subtração de motocicletas em diferentes regiões da Grande Vitória, com atuação identificada entre a Terceira Ponte e o município da Serra.

Tentativa de furto em janeiro motivou avanço da investigação

O caso mais recente atribuído ao investigado ocorreu no dia 07 de janeiro, no bairro Parque Residencial Laranjeiras, também na Serra. Na ocasião, ele e um comparsa de 24 anos tentaram furtar uma motocicleta estacionada em via pública, próximo ao Shopping Laranjeiras.

A ação foi flagrada por um cidadão, que colidiu intencionalmente com a motocicleta utilizada pelos suspeitos. Durante a ocorrência, o homem de 24 anos foi detido pela Guarda Municipal da Serra e encaminhado à delegacia. Já o ‘Nego Bala’ conseguiu fugir naquele momento.

A partir desse episódio, a Polícia Civil intensificou o monitoramento da associação criminosa, utilizando trabalho de inteligência, análise de vínculos e mapeamento das ações do grupo.

Estrutura da associação criminosa

Segundo a DFRV, a organização criminosa era composta inicialmente por quatro indivíduos. As investigações apontaram que, após os furtos, as motocicletas eram rapidamente encaminhadas a receptadores, onde passavam por desmontagem e adulteração para posterior comercialização ilegal.

Durante coletiva, o delegado responsável destacou que o grupo utilizava diferentes estratégias para dificultar a identificação, como uso constante de capacetes, troca frequente de executores e, em algumas ações, a participação de adolescentes e terceiros que não integravam formalmente a organização.

“Desde que assumimos a Delegacia de Furto e Roubo de Veículos, em 2024, deflagramos a Operação Zero com o objetivo de combater a subtração de motocicletas. Identificamos uma associação criminosa estruturada, com divisão de funções e atuação recorrente”, explicou o delegado.

Prisões e situação dos investigados

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil conseguiu identificar e responsabilizar os integrantes do grupo. Um dos suspeitos morreu em agosto do ano passado. E outros dois integrantes foram presos, um deles na semana retrasada (Ryan Gabriel Gomes da Rocha, de 22 anos) e ‘Nego Bala’ nesta quarta-feira (14), no bairro José de Anchieta, na Serra, onde foi cumprido mandado de prisão preventiva. O investigado não ofereceu resistência no momento da prisão e é tido pela PC-ES como mentor do grupo.

Um quarto suspeito, chamado Valter Santana Costa, de 21 anos, segue foragido e possui mandado de prisão preventiva em aberto. A Polícia Civil pede o apoio da população para fornecer informações que possam levar à sua localização.

Importância da operação

Durante a coletiva, autoridades da Polícia Civil destacaram que a retirada de integrantes da associação criminosa de circulação representa um avanço no enfrentamento aos crimes patrimoniais, especialmente aqueles relacionados à subtração de motocicletas, que impactam diretamente a mobilidade e a rotina das vítimas.

“É um crime que causa prejuízo direto à população, muitas vezes envolvendo pessoas que adquiriram o veículo com muito esforço para se locomover. A Polícia Civil trabalha de forma contínua para reduzir esse tipo de delito”, afirmou um dos delegados presentes.

Veja vídeo do momento em que ‘Nego Bala’ e um comparsa tiveram uma tentativa de roubo frustrada, fato que acelerou a operação que culminou no desmantelamento do grupo.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 21 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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