Nem toda febre é simples: pediatra alerta sobre sinais que exigem atendimento imediato

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Identificar quando um sintoma infantil é passageiro ou quando exige atendimento médico imediato ainda é uma das principais dúvidas de pais e responsáveis, principalmente aqueles de primeira viagem. Febre persistente, dificuldade para respirar, sinais de desidratação e mudanças bruscas de comportamento estão entre os alertas que, muitas vezes, são subestimados, mas podem indicar quadros que evoluem rapidamente se não forem avaliados a tempo.

Na pediatria, a atenção aos sinais de alerta é fundamental porque o organismo das crianças responde de forma diferente ao dos adultos, com maior risco de agravamento em um curto espaço de tempo.

Principais sinais de alerta na saúde infantil

A pediatra Ludmylla H. Reis alertou que entre os sinais mais frequentes que exigem atenção médica estão a febre que não cede ou persiste por mais de 48 horas, especialmente em bebês, a respiração acelerada ou com esforço, a sonolência excessiva, a recusa alimentar, o vômito repetido, a diminuição do volume urinário e alterações importantes no comportamento, como irritabilidade intensa ou apatia.

De acordo com a Ludmylla, outro ponto de atenção é a desidratação, comum em quadros de diarreia e vômitos. Boca seca, ausência de lágrimas ao chorar e menos fraldas molhadas ao longo do dia são sinais que indicam a necessidade de avaliação médica.

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A pediatra Ludmylla H. Reis alertou que entre os sinais mais frequentes que exigem atenção médica estão a febre que não cede ou persiste por mais de 48 horas, especialmente em bebês. Crédito: Divulgação

Quando observar em casa e quando procurar ajuda

Sintomas leves, como coriza isolada, febre baixa que responde bem a antitérmicos ou tosse sem outros sinais associados, podem ser inicialmente observados em casa, sempre com acompanhamento atento.

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“Por outro lado, situações em que a criança apresenta piora progressiva, não responde às medidas iniciais ou demonstra qualquer sinal de sofrimento devem motivar a busca imediata por atendimento. Em pediatria, a regra é clara: na dúvida, procurar ajuda”, alerta a pediatra.

Urgência, emergência e acompanhamento eletivo

A médica explicou ainda que a diferença entre urgência, emergência e atendimento eletivo. Emergências envolvem risco imediato à vida, como dificuldade respiratória grave, convulsões, perda de consciência ou trauma importante. 

Urgências são situações que exigem atendimento rápido, mas sem risco imediato, como febre alta persistente ou dor intensa. Já o acompanhamento eletivo se aplica a quadros estáveis, que podem ser avaliados com hora marcada.

“Compreender essas diferenças ajuda a garantir que a criança receba o atendimento adequado no tempo certo”, disse a pediatra ao Tempo Novo.

Estrutura e continuidade do cuidado

Hospitais como o Meridional Serra, que atende em Laranjeiras, e conta com equipe pediátrica especializada e estrutura integrada, consegue atuar em todas essas etapas, do atendimento emergencial ao seguimento clínico, contribuindo para respostas mais rápidas e seguras em situações que envolvem a saúde infantil.

A existência de um pronto-socorro pediátrico estruturado faz diferença no desfecho dos casos. Unidades com fluxo organizado permitem avaliação rápida, definição da gravidade e encaminhamento adequado, seja para observação, internação ou alta com orientação.

A continuidade do cuidado também é um fator determinante. Após o atendimento inicial no pronto-socorro, algumas crianças necessitam de internação, suporte em UTI pediátrica ou acompanhamento ambulatorial, garantindo monitoramento clínico e tratamento adequado até a completa recuperação.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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