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Não resistiu | Capivara é resgatada na Serra com marcas de tiro e sem pata

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Momento do resgate da capivara. Foto: Divulgação

Uma capivara foi resgatada bastante debilitada na última quinta-feira (15) pela fiscalização ambiental da Serra. O animal estava numa empresa, nas proximidades da BR 101, em frente à entrada do Civit I. O animal estava sem uma das patas e com ferimento sinais de tiros no corpo.

Segundo o Auditor Fiscal de Atividades Urbanas de Meio Ambiente, Ronaldo Freire, o animal estava próximo a Área de Proteção Ambiental Mestre Álvaro e a incidência destes roedores naquela região tem se tornado uma constante.

“A capivara estava bastante machucada, inclusive com marca de tiro e sem uma das patas. Por isso, encaminhamos para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para que seja tratada e, se possível, posteriormente, quando estiver sadia e apta, devolvida para seu habitat natural”, disse Ronaldo.

A reportagem entrou em contato com o Cetas, para saber o estado de saúde do animal e a informação é de que o animal não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

“No estacionamento de uma empresa na Serra-ES, apareceu essa capivara a qual estava toda machucada com sinais de tiro de arma de fogo. As equipes do Cetas-ES e equipe da Semma/Serra capturaram o animal e o levou para tratamento no Hospital Veterinário da UVV”, disse por meio de nota o Cetas via rede social.

A equipe do Cetas recebeu o animal, que infelizmente veio a óbito. Foto: Divulgação

O TEMPO NOVO conversou com o biólogo Cláudio Santiago que disse que não é necessário ter medo das capivaras, mas o melhor é não tentar muito contato. “Elas são animais dóceis e circulam perto das pessoas se não se sentirem ameaçadas. Elas não vão atacar nenhuma pessoa ou outro animal se elas não forem intimidadas. Naturalmente, os animais atacam para se defenderem, em último caso. Mas é raríssimo encontrar, na literatura, uma capivara que atacou uma pessoa sem ser motivada a esta ação.”

E continuou: “a capivara é o maior roedor do mundo, mas é nativa da América do Sul. O tipo de ambiente é aqueles que já sabemos: alagados. Elas preferem passar boa parte da vida na água e nas margens de lagoas e rios”, ressaltou o biólogo.

Apesar de o animal ser dócil, existe um perigo para a saúde humana e de animais domésticos. Acontece que as capivaras possuem o carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) como parasita – que é reservatório da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre maculosa. O homem, ao ser picado por um carrapato contaminado, pode desenvolver a doença.

Cláudio alertou para os riscos, mas também destacou a importância e obrigação de respeitar essa espécie de animal.

“Um problema que pode acontecer do contato destes animais com seres humanos é que eles são animais que tem o carrapato estrela como parasita. Eles ajudam na disseminação dos carrapatos por onde elas circulam. E este parasita pode ser um potencial risco a saúde humana por conta da febre maculosa que pode até levar a morte. Fora isso, esses animais, como qualquer outro da fauna brasileira, é protegido e qualquer tipo de contato de agressão ou manejo não autorizado é passível da legislação vigente”, finalizou.

Encontrei um animal silvestre, o que faço?

Os moradores que encontrarem animais silvestres devem acionar a equipe de resgate pelos telefones (27) 3291-7435 ou (27) 99951-2321. De terça-feira a domingo é possível fazer contato das 8 às 0h. Já na segunda-feira, das 8 às 17 horas. Importante ressaltar que maltratar animal silvestre é crime previsto em lei.

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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